Taubaté investe 10 milhões em programa de incentivo à leitura
Começou na última segunda-feira (24) a entrega dos kits do programa Planeta Leitura, em Taubaté, que vai atender 43 mil estudantes dos ensinos infantil, fundamental e EJA (Educação para Jovens e Adultos). As maletas contêm oito títulos que foram selecionados de acordo com o conteúdo para cada etapa do ensino, para oferecer ao aluno uma biblioteca pessoal.


Foram gastos 10 milhões na compra de livros para os 43 mil alunos da rede
Luiz Malheiros
A Secretaria da Educação de Taubaté já iniciou a entrega dos kits do programa Planeta Leitura que vai atender 43 mil estudantes dos ensinos infantil, fundamental e EJA (Educação para Jovens e Adultos).
De acordo com a professora de alfabetização Tânia Rodrigues, o projeto permite maior interação entre a escola e os pais de alunos. “O objetivo é a formação do aluno como leitor, envolvendo a interação entre a sala, a escola e as famílias”.
Ainda este mês as escolas vão distribuir cartas aos pais com informações sobre o projeto e instruções sobre o uso. A Secretária de Educação, Edna Chamon afirmou que a equipe da educadores vai passar por um treinamento para a efetiva aplicação do Planeta Leitura”.
Verba
O total da compra foi de R$ 10 milhões, pagos com a verba do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). O fundo é distribuído em 60% para a remuneração de professores e 40% para despesas de manutenção e desenvolvimento da educação. De acordo com a prefeitura, este não é um gasto a mais, já que o valor investido no projeto é o mesmo que era aplicado para a aquisição do sistema apostilado, que não é utilizado desde o ano passado.
O valor pago por cada maleta varia de acordo com o título e com a série. A média de preço pago por maleta foi de R$ 283, sendo a mais cara a do 3º ano, com valor de R$327,00 e a mais barata a oferecida ao 9º ano, que custou R$ 248,00.
O investimento foi criticado pela vereadora Pollyana Gama (PPS), presidente da comissão de educação que ressaltou que o projeto Planeta Leitura é bem vindo, mas o valor investido é muito alto. “Incentivar a leitura é positivo, mas o custo unitário do projeto é inviável. Existem outros programas com a mesma finalidade e de menor preço”. A vereadora ainda lembrou que a Comissão de Educação da Câmara pediu formalmente à prefeitura os detalhes da compra para os próximos 15 dias.
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