Teatro paulistano marca presença na Virada de Caraguá
Embora a Virada Cultural Paulista de Caraguatatuba -que acontece nos dias 24 e 25 de maio- tenha seus maiores destaques na música, com shows de Wanderléa, Gabriel, O Pensador e Wado, o teatro também teu seu espaço no evento com temáticas de crítica política e imaginação com objetos do cotidiano.


“Sonhatório” faz objetos simples serem estímulos para imaginação
Divulgação/Pietro Feliciano
Embora a Virada Cultural Paulista de Caraguatatuba, que acontece nos dias 24 e 25 de maio, tenha seus maiores destaques na música, com shows de Wanderléa, Gabriel, O Pensador e Wado, o teatro também tem seu espaço no evento com temáticas de crítica política e teatro de objetos.
A companhia de teatro Marcenaria de Cultura apresenta o musical “Ponto de Bala!” no sábado (24), às 21h30, e no domingo (25), a Cia. Truks faz a encenação infantil “Sonhatório”, às 11h, ambos no palco interno do Teatro Mario Covas.
“Sonhatório” é, de acordo com o diretor da peça Henrique Sitchin, um “convite à imaginação”. A peça conta a história de supostos loucos que têm muita fome e, enquanto esperam o jantar, brincam com objetos da cozinha. Garrafa-térmica vira pinguim e sacos de lixo viram águas-vivas, por exemplo.
“Nós usamos a técnica de teatro de objetos, muito difundida na Europa, que cria bonecos com o mínimo”, explica Sitchin. “Incentiva as crianças a brincarem com tudo através da imaginação”.
A encenação da companhia paulistana venceu o prêmio de revelação da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), em 2012.
Marcenaria
“Ponto de Bala!” tem conteúdo humorístico com lampejos de nonsense com uma história de um autor de musicais que, ao tentar angariar verba para seu próximo projeto, passa por situações inusitadas, como ser atirado de um canhão no lago Paranoá, em Brasília.
O musical é metalinguístico, remetendo ao criador do espetáculo Daniel Salve, artista importante da chamada “retomada dos musicais” que fez de “Cazas de Cazuza” e “Reds” sucessos de público.
O desafio do protagonista da trama é buscar financiamento público para o musical inspirado em “Prometeu Acorrentado”, da mitologia grega.
“Quem não gosta de musical vai gostar porque é diferente”, afirma Salve. “E essa é a mesma batalha do protagonista do espetáculo, de fazer uma história diferente, um projeto original brasileiro”.
Nos números musicais, a banda Apocalypso acompanha o elenco com nove canções originais, interpretadas com piano e bateria ao vivo.2
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