Trabalhadores protestam após polo naval no RS ser afetado pela Lava Jato
Manifestantes realizam protestos ao longo de toda esta quinta-feira (12) na cidade de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul, em defesa do polo naval da região. O objetivo é chamar a atenção das autoridades para o impacto da Operação Lava Jato na indústria naval gaúcha. Desde o fim do ano passado, o ritmo das obras nos estaleiros que prestam…

Manifestantes realizam protestos ao longo de toda esta quinta-feira (12) na cidade de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul, em defesa do polo naval da região. O objetivo é chamar a atenção das autoridades para o impacto da Operação Lava Jato na indústria naval gaúcha. Desde o fim do ano passado, o ritmo das obras nos estaleiros que prestam serviços para a Petrobras diminuiu e houve demissões.
A mobilização desta quinta-feira é organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico de Rio Grande e São José do Norte. Os protestos afetaram o trânsito e o transporte público da cidade.
No início da manhã, os manifestantes montaram barricadas nos acessos aos estaleiros e chegaram a interditar trechos das rodovias ERS-734 e BR-392. O serviço de balsa que faz o trajeto entre Rio Grande e a cidade vizinha de São José do Norte foi suspenso.
Além disso, linhas de ônibus urbanos deixaram de circular, já que manifestantes bloquearam a garagem das empresas. O Sindicato dos Rodoviários apoia o movimento. Muitos lojistas também decidiram fechar as portas em solidariedade aos protestos.
De acordo com o sindicato, o número de trabalhadores do polo da sul do Estado, que chegou a 18 mil em 2013, hoje não passa de 8 mil. A crise coloca em dúvida o futuro da indústria naval do Rio Grande do Sul porque as quatro empresas que gerenciam os estaleiros da região – Queiroz Galvão, Iesa, Ecovix/Engevix e Toyo Setal – são investigadas pela Lava Jato.
Os consórcios instalados em Rio Grande e São José do Norte estão hoje impedidos de participar de novas licitações da Petrobras. Em entrevista à Rádio Gaúcha, o prefeito de Rio Grande, Alexandre Duarte Lindenmeyer, afirmou que confia na superação da crise e na manutenção do polo, já que a região tem uma localização estratégica e uma ampla estrutura já consolidada.
Segundo o prefeito, uma das opções avaliadas seria participar de licitações para projetos da Marinha do Brasil. “É uma possível oportunidade para o Polo de Rio Grande”, afirmou.
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