Três manifestantes são presos por agressões a comerciantes
Eles foram soltos após depoimento, mas responderão às acusações

Três homens foram presos na tarde desta sexta-feira (30) acusados de agredir comerciantes durante as manifestações que ocorreram na região central de São José.
Em um dos episódios, um comerciante se recusou a baixar a porta do estabelecimento e acabou cercado e agredido por sindicalistas. O Meon flagrou a agressão.
Segundo a PM, um dos acusados, de 54 anos, tem 10 passagens pela polícia. A última delas foi no mês passado, por tráfico de drogas. Os outros acusados têm 28 e 56 anos. Eles não tiveram os nomes revelados.
O tenente Lucas Evilásio informou que a polícia estava acompanhando as manifestações e ouviu várias denúncias de comerciantes sobre a agressividade dos manifestantes.
“Identificamos as pessoas envolvidas na agressão e pedimos ao COI [Centro de Operações Integradas] que fizesse o monitoramento dessas pessoas. Mas a abordagem foi feita só no final das manifestações, para evitarmos turmulto”, explicou o tenente.
Prisões
Dois dos homens detidos foram abordados pela PM na rua Antônio Saes, próximo à Santa Casa, e levados ao 1º DP (Distrito Policial). O terceiro foi preso na própria delegacia –ele acompanhava um grupo que foi até o local prestar solidariedade aos detidos e também acabou identificado.
O advogado César Eduardo Ferreira Marta, do Sindicato dos Metalúrgicos, está defendendo os manifestantes. Segundo ele não há motivos para a prisão dos acusados.
“A polícia diz que um deles foi reconhecido pelas vítimas como um dos autores da agressão, fato que nós negamos. Houve um tumulto, eles estavam por perto, mas não agrediram ninguém. Nossa expectativa é que eles sejam liberados logo após serem ouvidos”, disse o advogado.
O delegado Rodrigo Azevedo ouviu depoimentos de comerciantes identificados pela polícia como vítimas das agressões.
Os três acusados prestaram depoimento e foram liberados. Eles responderão por atentado contra a liberdade de trabalho (quando alguém é impedido de exercer seu trabalho mediante agressão ou ameaça). O crime prevê pena de até um ano de prisão.
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