Três prefeitos da RMVale completam quatro meses afastados dos cargos

Afastados dos cargos entre junho e julho deste ano, três prefeitos completam cerca de quatro meses longe das prefeituras. Ana Karin (PR), de Cruzeiro, Benedito Manuel (PMDB), de Redenção da Serra, e Rinaldo Benedito Thimóteo Zanin (PDT), de Canas, tiveram que deixar o Executivo por determinação da Justiça, por estarem respondendo processos que vão de improbidade administrativa, abuso de poder econômico e político a falta de respostas aos requerimentos de vereadores.

Escrito por: Moisés Rosa4 min de leitura
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Ana Karin (PR), Rinaldo Benedito (PDT) e Benedito Manuel de Morais (PMDB)

Arte/Meon

Afastados dos cargos entre junho e julho deste ano, três prefeitos completam cerca de quatro meses longe das prefeituras. Ana Karin (PR), de Cruzeiro, Benedito Manuel (PMDB), de Redenção da Serra, e Rinaldo Benedito Thimóteo Zanin (PDT), de Canas, tiveram que deixar o Executivo por determinação da Justiça, por estarem respondendo processos que vão de improbidade administrativa, abuso de poder econômico e político a falta de respostas aos requerimentos de vereadores.

Ana Karin (PR) foi afastada quatro vezes. Em 11 de março deste ano, os vereadores de Cruzeiro votaram a cassação de Ana por supostas infrações políticas administrativas em contratos firmados com a OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Sorrindo para a Vida, entre 2010 e 2014, no valor de R$ 2,2 milhões.

Após dois dias retornou ao cargo e, em 27 de março, teve o mandato cassado pelos vereadores por não responder aos requerimentos de indicação. A última perda de Ana Karin na Justiça foi em 15 de setembro, quando o STJ (Supremo Tribunal de Justiça) indeferiu o recurso que pedia a anulação do afastamento. O processo ainda deve ser analisado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Em Canas, Rinaldo Benedito Thimóteo Zanin (PDT), junto com o vice-prefeito Redmilson Artur (PT), foi afastado em 24 de junho, quando o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) cassou os mandatos dos políticos por abuso de poder político e econômico. O presidente da Câmara, o vereador Lucemir do Amaral (PSDB) está a frente do Executivo. No documento de julgamento, o prefeito é acusado de inúmeros pagamentos de contas particulares de água e energia elétrica, além de doar materiais de construção. O processo está em análise na Justiça.

Em Redenção da Serra, Benedito Manuel de Morais (PMDB) teve o mandato cassado pelos vereadores que apontaram favorecimento na contratação de uma empresa de prestação de serviços que tem como sócia Sônia Amaral Gama, chefe de gabinete à época.

A empresa prestou serviços na área de Planejamento de Governo de abril a dezembro de 2013, e, nesse período, recebeu R$ 72 mil da prefeitura. O vice-prefeito Ricardo Evangelista Lobato (PTB) assumiu o comando da administração. O processo sobre o afastamento de Morais também tramita na Justiça.

Mais um afastado 
O número de prefeitos afastados pode subir para quatro na região, já que o recurso do prefeito de Taubaté Ortiz Junior (PSDB) sobre a sua cassação ainda deve ser analisado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

Em 14 de novembro, o juiz Roberto Maia do TRE concedeu o efeito suspensivo sobre a cassação do prefeito de Taubaté Ortiz Junior (PSDB) e decidiu mantê-lo no cargo até que o embargo seja julgado. A expectativa é que o recurso seja analisado ainda nesta semana.

Ortiz Junior é acusado de suposto desvio de verba da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação) no período em que presidiu a entidade, entre os anos de 2011 e 2013, para o custeio da campanha. De acordo com a denúncia do Ministério Público, quando presidia a FDE, o prefeito teria fraudado licitações da entidade em troca de 5% do valor de cada contrato. Um dos acordos teria gerado propina de R$ 1,74 milhão. Caso o prefeito e o vice-prefeito sejam afastados dos cargos, o presidente da Câmara de Taubaté, o vereador Carlos Peixoto (PMDB) é quem assume o Executivo.

Potim
Investigado por susposto favorecimento de um sobrinho em licitação para o fornecimento de água para os setores públicos, Benito Carlos Thomaz (PMN) estava afastado da Prefeitura de Potim pelo TJ (Tribunal de Justiça) há exato um mês, quando foi morto a tiros por dois homens, na manhã de 18 de agosto, na praça Miguel Correa dos Ouros.

No dia do enterro, em 19 de agosto, o advogado de Benito Thomaz, Luiz Antônio Gonçalves da Silva, afirmou que o prefeito afastado retornaria ao cargo na mesma semana em que foi assassinado. O vice-prefeito Edno Felix, o Nenê (PT do B), que já estava à frente do Executivo, assumiu definitivamente o cargo em 21 de agosto.

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