Trump descarta financiamento dos EUA para reconstrução de Gaza
Declarações do presidente americano geram polêmica

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou atrás em sua proposta de deslocar permanentemente os palestinos da Faixa de Gaza e afirmou que os EUA não financiarão a reconstrução do território. A declaração foi feita nesta quarta-feira (5) pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em coletiva de imprensa.
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Mudança de discurso
Após afirmar na terça-feira (4) que os Estados Unidos deveriam “assumir” a Faixa de Gaza e transformá-la em uma “Riviera do Oriente Médio”, Trump recebeu críticas internacionais e ajustes em sua posição foram divulgados pela Casa Branca.
Segundo Leavitt, a ideia de remover os palestinos do território não é definitiva, mas sim uma “realocação temporária”. Além disso, ela reforçou que os Estados Unidos “não vão pagar” pela reconstrução da região, ainda devastada pelos bombardeios de Israel no conflito contra o Hamas.
Declarações controversas
Trump causou alvoroço ao sugerir que os palestinos deveriam ser retirados do território e reassentados em outros países, como Jordânia e Egito. A proposta foi amplamente rejeitada por esses países, que reafirmaram que os palestinos têm direito a permanecer em sua terra.
Em seu pronunciamento ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, Trump sugeriu um controle americano sobre a região, com um plano de desenvolvimento que, segundo ele, poderia “gerar milhares de empregos e transformar Gaza em um destino internacional”.
O governo saudita também se manifestou, rejeitando qualquer plano de deslocamento forçado dos palestinos e reiterando que o país não estabelecerá relações diplomáticas com Israel até que um Estado Palestino seja formalmente reconhecido.
A polêmica continua a repercutir no cenário internacional, enquanto especialistas alertam que a proposta de reassentamento dos palestinos pode configurar uma violação do direito internacional.
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