Tudo conectado depois da reforma

Exemplo de como reformar seu lar sem perder suas memórias

Escrito por: Marina Pauliquevis3 min de leitura
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Exemplo de como reformar seu lar sem perder suas memórias

Divulgação

Um apartamento em Moema, na zona sul de São Paulo, foi reformando para receber um casal que fez questão de encher o novo lar de lembranças. “Eles são mineiros, têm uma coisa de ter casa aconchegante, com memórias”, diz a arquiteta Nara Grossi. Ela e as sócias, Priscila Almeida e Joseana Costa, se dividem entre São Paulo e Belo Horizonte com o escritório Gema Arquitetura, que acaba de assumir uma tarefa muito cara aos paulistanos: a restauração do Teatro Oficina.

No projeto desta reforma, concluída em três meses, as áreas molhadas mereceram atenção especial. A cozinha virou o centro das atenções, aberta; e o antigo banheiro foi dividido em dois, pois os moradores faziam questão de ter cada um o seu espaço de banho. Um dos três dormitórios virou sala de TV, com uma porta de correr no lugar da parede, para ser usado também como quarto de hóspedes.

“O cômodo ficaria sem uso se não fosse feita essa mudança. A reforma criou um espaço fluido, onde tudo se conecta e é bem aproveitado pelos moradores no dia a dia”, afirma Nara. Conhecer o modo de vida dos proprietários, diz ela, é importante na hora de iniciar um projeto como este, que integrou ambientes. “Tem de saber para quem esse estilo funciona. O arquiteto – e os moradores – têm de levar isso em consideração. Com a cozinha aberta, por exemplo, o cuidado com a bagunça na bancada é maior “

Aqui tudo foi planejado conjuntamente, desde antes da compra do imóvel – a arquiteta até acompanhou os moradores na busca por um apartamento, ajudando a identificar características que fariam a compra valer a pena. No escolhido, o fato de haver vigas apenas nas paredes externas facilitou a obra e garantiu a fluidez buscada pela arquiteta. Os tacos de madeira, um dos pontos que contaram a favor na decisão, foram mantidos na sala e nos quartos. A nova cozinha ganhou revestimento de ladrilho hidráulico, material que cria um efeito interessante na passagem para a área de serviço, avançando pela parede.

Com o orçamento limitado, Nara fez opções econômicas, como a bancada de concreto na cozinha, em vez de pedra, e painel de pinus em uma das paredes do espaço. Os móveis foram praticamente todos reaproveitados, como a atemporal mesa Saarinen com tampo de mármore, o sofá e as cadeira Bertoia. “Dá para perceber o cuidado dos moradores com a casa e como eles gostam de estar nela.”

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