Morte de jovem por anabolizantes faz um ano; tema ainda preocupa

Fisiculturista de 23 anos e morreu por complicação por uso de substâncias

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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2016289_mateusferraz_fisio1A morte de um jovem por uso de anabolizantes em Taubaté completa um ano nesta quarta-feira (27). Mateus Ferraz, de 23 anos, era fisiculturista e participava de campeonatos nacionais e internacionais.

Ferraz tinha passado mal e foi encaminhado para o Hospital São Lucas, em Taubaté. Na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), passou por todos os procedimentos, médicos tentaram reanimá-lo, mas acabou não resistindo.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação foi encerrada no último dia 15 e foi repassada para o Fórum de Justiça da cidade, que dará andamento no caso.

O uso de anabolizantes até hoje é tema de discussão em academias. Pessoas buscam a substância para o aumento de massa muscular e melhora no nível de rendimentos em treinos.

“Na academia, nós não recomendamos. Os efeitos são terríveis: perda de resistência, diabetes, câncer, que são os ‘efeitos rebote’, como costumamos falar. Alguns alunos nos procuram para pedir suplementação, mas não é a nossa área. Indico para procurar um nutricionista. Estamos aqui para cuidar da saúde, não para destruí-la”, comenta o professor de educação física, Igor Barbosa, que é instrutor de uma academia de Taubaté.

O uso de anabolizantes também vem acompanhado para melhorar a estética e muitos recorrem a cirurgias plásticas, por exemplo.

“Trazem um risco muito grande, como chance de desenvolver câncer, o paciente quando vem procurar, dentro de uma cirurgia plástica. Complicações de anestesia, hormônios, trombose, parada cardíaca, tem aumentado frequentemente”, comenta o cirurgião plástico Marco Antônio da Rocha Costa Filho.

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