Uma família chamada Costa do Marfim

São fortes os laços que unem os jogadores da Costa do Marfim. Quando chegaram ao Recife, às vésperas da partida contra o Japão pelo Grupo C, a ordem do dia para os atletas não eram os treinos ou alguma reunião da equipe. O técnico Sabri Lamouchi não agrupou o elenco para falar de tática.

Escrito por: Do Meon*2 min de leitura
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Didier Drogba foi fundamental na primeira vitória da Costa do Marfim na Copa do Mundo

Reuters

São fortes os laços que unem os jogadores da Costa do Marfim. Quando chegaram ao Recife, às vésperas da partida contra o Japão pelo Grupo C, a ordem do dia para os atletas não eram os treinos ou alguma reunião da equipe. O técnico Sabri Lamouchi não agrupou o elenco para falar de tática.

Os jogadores simplesmente passearam pelo hotel que estavam hospedados, embora a camisa chamativa laranja da seleção marfinense denunciasse a presença de grandes ídolos do futebol mundial na capital pernambucana.

O astro Didier Drogba posava para fotos com os fãs e, esbanjando sorrisos, se mostrava tão acessível quanto Yaya Touré, um dos principais nomes do Manchester City na temporada e três vezes eleito o melhor jogador da África.

“Sempre há um sentimento especial na seleção quando nos reunimos”, diz Drogba, eterno ídolo do Chelsea, onde conquistou a Liga dos Campeões em 2012.

Todos os titulares da seleção marfinense atuam nas principais ligas da Europa, e vêm de uma longa e dura temporada jogando no mais alto nível. Há certo alívio pelo reencontro com rostos conhecidos, velhos amigos e até familiares, no caso dos irmãos Touré. Mas isso não significa que os africanos estejam em ritmo de férias no Brasil.

“Pode parecer que estamos relaxados, mas não é nenhuma brincadeira para nós. Estamos aqui para trabalhar e mostrar serviço. Queremos jogar para valer, jogar como time e manter o foco”, garante Drogba.

A vitória de 2 a 1 sobre o Japão na Arena Pernambuco foi reflexo da preparação dos africanos. Embora tenham saído atrás no placar, eles não abaixaram a cabeça. Quando Drogba se levantou para entrar em campo, aos 17 minutos do segundo tempo, não se mostrou insatisfeito por ter ficado de fora da equipe titular. O atacante pressionou a zaga japonesa e abriu espaços para Gervinho e Wilfried Bony balançarem as redes. Drogba fazia a parte pela equipe, pela família.

(*com informações da Fifa)

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