Uma Harley sem vibração

Novo motor 107 Milwaukee-Eight diminuiu consideravelmente a vibração e calor emanado pela moto

Escrito por: Diego Ortiz2 min de leitura
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harley-ultra-limited-117-1.jpg Divulgação Ultra com o novo motor 117 Milwaukee-Eight

Ultra com o novo motor 117 Milwaukee-Eight

Divulgação

A chuva caía fraca e constante na deserta e monótona Tacoma, nos Estados Unidos, palco escolhido pela Harley-Davidson para a apresentação mundial de seu novo motor 107 Milwaukee-Eight, que estará nos modelos maiores da marca no Brasil (Ultra Limited, Road King, Street Glide Special) a partir do fim de novembro. Ao pressionar o botão de ignição, a expectativa é a de ficar tão molhado quanto quem fica ao lado de um cão que se chacoalha após tomar banho. Mas não! Para espanto geral (e diferentemente do padrão da marca), nem mesmo o retrovisor está vibrando.

Imediatamente surge a sensação de que o novo V2 trouxe mudanças importantes – e positivas – para as Harley.

Após montar no assento da Ultra Limited, um funcionário da empresa passa cerca de 10 minutos dando explicações sobre o roteiro da avaliação. E algo novo acontece: o dois-cilindros de 1.750 cm3 não fez as pernas assarem – nem parecia que a moto era uma Harley.

Mas é só pegar a estrada para perceber que tudo que permeia a identidade da marca está lá: moto pesada, estilosa, com um baita torque e bom acabamento. O que houve foi um avanço gigantesco em termos de tecnologia, motivado pela crescente concorrência e pela necessidade de renovação da lista de clientes.

Outra novidade, que contribui para o conforto, é que o novo motor tem dimensões menores graças ao recuo para dentro de filtros e algumas partes metálicas. Com isso o piloto não precisa ficar com as pernas semiabertas enquanto roda em uma das Touring da marca.

O torque aumentou 10% (agora é de cerca de 15,8 mkgf), assim como a taxa de compressão e o poder do sistema de admissão, que ficou 50% mais eficiente. Tudo isso aliado à adoção de quatro válvulas por cilindro (eram duas) transformou a moto em um foguete, que chega aos 100 km/h com muita facilidade, e a deixou no limite da adoção de um controle de tração. Quem exagerar no acelerador em saídas de curvas certamente vai levar um susto.

A caminho de Port Angeles, uma das cidades onde se passa a saga cinematográfica “Crepúsculo”, a Harley pareceu menos sedenta. Segundo a fabricante, o novo V2 é 6% mais frugal que o anterior.

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