2º ato contra aumento da tarifa para anel viário em São José dos Campos
Motoristas permaneceram cerca de 40 minutos no trânsito


MPL manifestou contra o aumento da passagem de ônibus
Pedro Ivo/Meon
O 2º Ato do MPL (Movimento Passe Livre) contra o aumento da tarifa de ônibus em São José dos Campos aconteceu nesta segunda-feira (25). O protesto teve início na praça Afonso Pena e paralisou o anel viário por cerca de quarenta minutos.
O movimento luta pelo fim do pagamento da passagem de ônibus e enquanto não alcança o objetivo final, os mesmos buscam que as tarifas não aumentem. Desde domingo (24), para andar de ônibus em São José, o passageiro tem que desembolsar mais 40 centavos. A Secretaria de Transportes e as empresas de transporte público definiram o aumento para R$3,80.
“Se existe a tarifa é um problema. Não se deve aumentar, todas as linhas não valem o valor que pagamos”, diz o porta-voz do MPL, Pedro Rachid.
Os manifestantes, por volta das 19h40, paralisaram todas as pistas do anel viário de São José, provocando um enorme trânsito na ligação principal de diversas regiões da cidade. O local escolhido para realizar o ato de queimar as catracas foi somente o sentido centro, deixando motoristas e passageiros de ônibus que vinham da zona oeste esperando por cerca de 40 minutos.
Os motoristas que passavam pela manifestação ou que estavam parados no trânsito gritavam contrários ao ato. “Eles não têm que atrapalhar a vida de quem está voltando pra casa, mas sim não deixar a prefeitura trabalhar. Isso vai mudar alguma coisa”, comentou um motorista que passava e não quis se identificar.
“Eu uso ônibus, sou totalmente a favor. O preço é muito abusivo para o nosso bolso. Mas, precisa arranjar uma outra forma de protestar”, completou o manobrista de 50 anos, Rodolfo Henrique, que estava a mais de 15 minutos no trânsito.
Confusões
As primeiras confusões aconteceram quando os participantes entraram na avenida Eng. Francisco José Longo. Uma pessoa vestia uma camiseta e levava a bandeira do PSTU e alguns manifestantes não concordavam com o envolvimento político. A caminhada parou com o início da discussão, mas os próprios manifestantes se separaram e seguiram sentido praça Afonso Pena.
“Temos totais diferenças ideológicas, mas buscamos lutar pelo fim da tarifa de ônibus e eles também. O MPL é apartidário e não antipartidário. Eles são livres para participarem”, relata o porta-voz do MPL
Contato
O Meon, em conversa com um dos representantes do MPL, buscou saber se o movimento havia procurado a prefeitura, se eles buscavam realizar alguma reunião e o porta-voz explicou que não houve contato de nenhum dos lados.
“Não buscamos contatar a prefeitura, por que eles têm que vir conversar com a gente. A população na rua já é mais que um pedido oficial de mudança. Até agora nenhum órgão oficial conversou com nós para propor alguma solução”, finalizou o representante do MPL.
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