Acordo: 300 trabalhadoras da Blue Tech encerram greve em Caçapava
Após cinco dias de greve, cerca de 300 trabalhadoras da Blue Tech, de Caçapava, fecharam acordo de R$ 6 mil do PLR (Participação nos Lucros e Resultados), retornando ao trabalho e encerrando a greve na tarde desta terça-feira (27).


Trabalhadoras da Blue Tech retornaram após acordo do PLR
Flávio Pereira / Meon
Após cinco dias de greve, cerca de 300 trabalhadoras da Blue Tech, de Caçapava, fecharam acordo de R$ 6 mil da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), retornando ao trabalho e encerrando a greve na tarde desta terça-feira (27).
O acordo aconteceu durante assembleia, em que dirigentes da empresa apresentaram proposta de R$ 6 mil para participação dos lucros aos funcionários. A proposta anterior era de R$ 1.800 e as trabalhadoras pediram R$ 8 mil.
“Esse ano as trabalhadoras vêm sentindo a crescente demanda na produção de celular. Cada uma produz 160 celulares por dia e pedimos que a participação fosse repassada para todas. Com isso, entramos em greve desde quinta-feira para solicitar esses direitos”, comenta o dirigente sindical Edmir Marcolino da Silva.
Os R$ 6 mil de PLR vão ser pagos em quatro parcelas às funcionárias -primeira: 20 de junho, segunda: 1º de agosto, terceira: 5 de agosto, quarta: 31 de janeiro de 2015-. “Aprovamos o parcelamento do PLR e esperamos que a empresa cumpra com os acordos estabelecidos na assembleia”, afirma Marcolino.
Discussões
As empresas Armco e Schrader, ambas de Jacareí, iniciam nesta quarta-feira (28) rodadas de discussões com os trabalhadores para tentar negociar as reivindicações. As reuniões estão marcadas para 10h e 14h, respectivamente.
Segundo o dirigente José Donizetti de Almeida, os trabalhadores reivindicam redução de jornada de trabalho e ajuste do PLR. Na Armco, o pedido do sindicato é de R$ 7 mil na participação dos lucros e R$ 4.500 para a Schrader.
“Exigimos que as jornadas de trabalho sejam reduzidas. Tem trabalhador com 43,5 horas semanas e pedimos 40 horas”, diz Almeida.
Já na Wirex Cable, as negociações não avançaram em reunião. “As discussões não avançaram com a Wirex, que alega não ser possível implantar um plano de carreira, além de exigir planos e metas impraticáveis para os trabalhadores”, completa José Donzietti de Almeida
General Motors
Os metalúrgicos da GM anunciaram, nesta terça-feira (27), a paralisação de 24 horas das operações da planta em São José dos Campos. Segundo o sindicato, o objetivo é pedir aumento no valor da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), de R$ 29 mil. A empresa oferece R$ 9 mil. Uma reunião foi agendada para esta quarta-feira (28), às 11h, entre montadora e metalúrgicos.
Em resposta ao Meon, a GM informa que está em processo de negociação dos trabalhadores e que “foi surpreendida com a paralisação arbitrária de 24 horas”, diz trecho da nota. A montadora afirma ainda que continua empenhada em negociar um acordo viável que permita ao complexo, formado por sete fábricas, ser competitivo dentro da atual conjuntura do mercado.
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