Aécio e Marina arriscam explicar motivos para novos números do Ibope

A menos de 20 dias das eleições presidenciais, a pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (17) mostra um novo panorama na corrida. O candidato Aécio Neves (PSDB) foi o único a crescer, passou de 15% para 19%. Dilma Rousseff (PT) caiu três pontos, de 39% para 36%, seguida de Marina Silva (PSB) que oscilou de 31% para 30% das intenções.

Escrito por: João Pedro Teles e Poliana Casemiro2 min de leitura
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A menos de 20 dias das eleições presidenciais, a pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (17) mostra um novo panorama na corrida. O candidato Aécio Neves (PSDB) foi o único a crescer, passou de 15% para 19%. Dilma Rousseff (PT) caiu três pontos, de 39% para 36%, seguida de Marina Silva (PSB) que oscilou de 31% para 30% das intenções.

A projeção de segundo turno mantém o empate técnico entre Marina (43%) e Dilma (40%). Na pesquisa feita uma semana antes, o índice era de 42% a 41%, respectivamente. Durante o debate realizado pela CNBB (Confederação Nacional dos Bispos) os candidatos comentaram o atual cenário.

“Temos de um lado uma candidata que fracassou em sua gestão e de outro uma candidatura de boas intenções, mas que muda suas convicções ao sabor das circunstâncias. Estou satisfeito porque agora começamos a onda da razão e no que depender de mim vamos colocar ainda um pouco de emoção”, diz Aécio. Apesar do aumento na projeção, o candidato mantém rejeição proporcional as intenções de voto, 19%.

Ainda que estacionada nas projeções, Marina mostrou-se confiante. “Ainda temos um longo percurso pela frente e vamos continuar dialogando com o Brasil. A pesquisa é apenas um registro do momento. Sabemos que os brasileiros querem uma nova postura e já decidiram que quem vai levar essas eleições não são as velhas estruturas. O país está cansado da velha polarização”, acredita a candidata do PSB.

A candidata do PT evitou os jornalistas no evento e não comentou a nova pesquisa. O melhor resultado de Dilma está entre o eleitorado com renda de até um salário mínimo -46% da preferência-, número maior que a soma dos outros dois concorrentes. Em rejeição, a presidente também segue na liderança com 32%, segundo a pesquisa.

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