Agentes penitenciários dos CDPs de Caraguá e São José entram em greve

Sindicato pede aumento salarial e melhores condições de trabalho

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Sindicato pede aumento salarial e melhores condições de trabalho

Flavio Pereira/Meon

Agentes penitenciários dos CDPs (Centro de Detenção Provisória), de Caraguatatuba e São José dos Campos, entraram em greve nesta terça-feira (21). Segundo o Sindasp (Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo), a paralisação é para cobrar melhorias nas condições de trabalho, aumento salarial, contratação de novos agentes, entre outros.

Ricardo Alexandre Silva, diretor da regional do sindicato no Vale do Paraíba, afirma que a segurança nos presídios não será alterada. Os serviços administrativos e transferências estão suspensas. “Entre as reivindicações, estamos exigindo melhores condições de trabalho e aumento salarial. Com a situação, outros agentes na região podem aderir à greve nos próximos dias”, disse ao Meon.

Segundo Silva, apenas agentes de plantão e da parte de vigilância estão trabalhando. Com a greve, as penitenciárias não estão recebendo novos detentos.

Outro lado
Por meio de nota, a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) afirma que o presidente do Sindasp comunicou que realizaria a greve, sob a alegação de que a Secretaria da Administração Penitenciária não teria cancelado os processos administrativos disciplinares instaurados para a apuração de fatos ocorridos nos Centros de Detenção Provisória de Franca e Jundiaí e na Penitenciária de Iperó.

Segundo a SAP, o presidente “não deixou a questão bem clara para seus associados e para os servidores do sistema penitenciário, levando a eles informações que não correspondem com a realidade, pois esse compromisso jamais foi assumido”, informa trecho da nota. Em todo o Estado, a adesão à greve chega a 28 das 163 unidades prisionais, com atividades parcialmente paralisadas.

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