Alunas de Caraguatatuba criam produto que absorve óleo do mar

São 14 projetos da RMVale selecionados para a 10ª Feira Tecnológica, em SP

Escrito por: Laryssa Prado3 min de leitura
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Núbia e Aline foram alunas do curso Técnico de Logística Reversa, na ETEC

Arquivo pessoal

Duas alunas da ETEC (Escola Técnica Estadual) de Caraguatatuba criaram uma solução inovadora para remover vazamentos de óleo do mar e  pretendem lançar o produto no mercado. Ele é um dos 210 projetos que serão apresentados durante a 10ª Feira Tecnológica do Centro Paula Souza, que acontece nos dias 19, 20 e 21 de outubro.

A iniciativa partiu do desafio de uma professora do curso Técnico de Logística Reversa. Incomodada com o volume de cascas de coco verde que vão para o lixo na cidade, cerca de 16 toneladas por mês, Patrícia Pantojo propôs que os alunos achassem uma solução prática para o problema. Além de não terem destino certo e poluírem a cidade, as cascas de coco são focos de dengue devido ao acúmulo de água.

As alunas Núbia Marques da Silva e Aline Faustino Soares transformaram o problema em uma solução. Criaram um produto que absorve o óleo dos mares e que usa a casca do coco como matéria-prima.

Em uma visita técnica ao Porto de São Sebastião, que nada tinha a ver com o desafio em si, as alunas conheceram a turfa canadense, um pó usado para absorver o óleo que os navios despejam nos oceanos. “Na hora, eu percebi que aquele produto era muito parecido com a fibra de coco. Então, quando eu cheguei em casa eu resolvi fazer um teste de absorção, e deu certo”, conta Núbia.

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Fibra do coco antes do processo de absorção do óleo

Divulgação

As estudantes descobriram ainda que com a junção da fibra com penas de aves o resultado seria ainda melhor. A biomassa gerada após o contato com o óleo também ajuda o meio ambiente, pois pode substituir o uso do carvão e até mesmo ser usada em usinas geradoras de energia.

As estudantes vêem no produto uma forma de barateamento no serviço de despoluição da água contaminada pelo óleo. A professora Patrícia também acredita no potencial do projeto. “É um produto único, uma ideia inovadora, totalmente sustentável”, afirma. O trabalho foi registrado em cartório e as autoras trabalham com a Agência Inova Paula Souza no processo para garantir a patente do produto.

Sobre a Feira Tecnológica, Núbia diz estar muito animada. “Nós queremos um patrocinador nacional, mas se alguma empresa fora do Brasil, que estiver participando da feira, se interessar pelo nosso projeto e nos ajudar a dar os primeiros passos, vai ser uma grande ajuda”, conta.

Além deste projeto, outros 13 da RMVale vão participar da 10ª Feira Tecnológica do Instituto Paula Souza. Este ano foram inscritos 1108 projetos desenvolvidos por alunos das Escolas Técnicas e Faculdades de Tecnologia estaduais, 210 selecionados.

Cerca de 150 professores participaram da seleção dos trabalhos que serão expostos nos três dias do evento, que contará com a presença de instituições de ensino do Amazonas. Na área internacional da feira estarão projetos do Chile, Colômbia, México e Peru.

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14 projetos da RMVale foram selecionados para a Feira Tecnológica

Divulgação

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