Alvo de CEI, Atividade Delegada é retomada em Pindamonhangaba
Convênio com o Estado foi firmado no final de agosto; serão ao menos 20 policiais nas ruas


Atividade Delegada volta às ruas de Pinda após nove meses
Arquivo/Meon
Após ser alvo de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) em julho, a Prefeitura de Pindamonhangaba assinou um novo convênio com o Estado para ter novamente o serviço da Atividade Delegada na cidade.
O novo contrato foi assinado no final de agosto, quase nove meses depois do vencimento do último acordo firmado. Com isso, são mais de 20 policiais nas ruas da cidade.
A Atividade Delegada, conhecido também como “bico oficial da PM”, permite a prefeitura contratar policiais militares que estão em horário de folga. O novo convênio foi assinado no dia 27 de agosto e tem validade de 36 meses podendo ser prorrogado por mais 24. Os primeiros policiais começaram a ir às ruas nessa segunda-feira (2).
De acordo com o secretário de Segurança Pública de Pindamonhangaba, José Sodário Viana, o último contrato, assinado em 2017, foi encerrado em dezembro do ano passado e as tratativas para a renovação começaram em outubro mas só foram concluídos neste ano. “Ainda em 2018 nós demonstramos nosso interesse em continuar o convênio, mas devido à mudança de governo essa renovação demorou e nós ficamos aguardando”, afirmou o secretário.
O número de policiais a mais nas ruas pode variar entre 20 e 25 chegando até 50 em grandes eventos como Carnaval ou aniversário da cidade. Os soldados e cabos receberão R$ 22,82 por hora, subtenentes e sargentos receberão R$ 26,63 e oficiais R$ 30,43. “Além do aumento do efetivo nas ruas, esses policiais também vão realizar o combate ao comércio ambulante irregular, verificar casos de perturbação de sossego e também de estabelecimento comercial irregular”, explicou Viana.
Investigação
Com o fim do convênio entre o Estado e a prefeitura no ano passado, os vereadores de Pindamonhangaba abriram uma CEI para investigar supostas irregularidades no pagamento de veículos alugados para a Atividade Delegada na cidade.
A suspeita dos parlamentares é que o aluguel dos sete carros e seis motos usadas na atividade teria sido pago durante seis meses mesmo após o vencimento do convênio.
Sobre o caso, o secretário afirmou que a prefeitura está colaborando com as investigações, fornecendo dados e documentos que são solicitados.
Ao Meon, o vereador e presidente da CEI, Renato Cebola (PV), disse que está esperando alguns documentos para finalizar o relatório da comissão. “Esses documentos da prefeitura devem chegar na próxima segunda-feira e aí vamos nos reunir para fechar esse relatório”, disse o vereador.
“As pessoas devem entender que nós não somos contra a Atividade Delegada e sim queremos entender porque a prefeitura teria pago o aluguel desses veículos sem usar”, completo
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