Após acordo, famílias desocupam áreas invadidas em Potim
Em reunião realizada na manhã desta terça-feira (28), as cerca de 100 famílias que invadiram terrenos particulares e públicos em Potim chegaram a um acordo com a prefeitura e deixaram as áreas. A informação foi confirmada pelo prefeito Edno Félix (PT do B). A contagem oficial é de 100 famílias, segundo o cadastro habitacional da prefeitura, mas especula-se que até 400 famílias teriam se envolvido na invasão.


As áreas foram desocupadas
Carlos Alberto Maniçoba/Divulgação
Em reunião realizada na manhã desta terça-feira (28), as cerca de 100 famílias que invadiram terrenos particulares e públicos em Potim chegaram a um acordo com a prefeitura e deixaram as áreas. A informação foi confirmada pelo prefeito Edno Félix (PT do B). A contagem oficial é de 100 famílias, segundo o cadastro habitacional da prefeitura, mas especula-se que até 400 famílias teriam se envolvido na invasão.
Desde a última sexta-feira (24), a administração vinha negociando a desocupação das áreas com as lideranças do movimento. A maioria são áreas particulares nos bairros Morada dos Marques, Jardim Cidade Nova, Chácara Tropical e Vista Alegre.
“As famílias saíram dos terrenos após reunião com o prefeito e as lideranças do movimento. Iremos analisar os casos e os critérios para serem inseridas no programa de habitação da cidade”, informa a administração. De acordo com a prefeitura, vão ser construídas 240 moradias para atendimento dos inscritos no programa. “Nossa primeira atitude foi marcar uma reunião e conversar com eles para orientá-los a sair pacificamente e, em seguida, fazer o cadastro na prefeitura”, explica o prefeito Edno Félix.
Segundo informações, as famílias não são ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e viveriam de aluguel em outras localidades do município.
Por meio da assessoria de imprensa, a Polícia Militar informa que “acompanha e está monitorando as áreas”. Destaca que não houve confrontos com os invasores.
Politicagem
Em entrevista na segunda-feira (27), Félix classificou a invasão como jogo político.”Ouvi dizer que foi a equipe da outra candidata a prefeita, que disputou a última eleição, que é tudo mandado pelo PT. O rapaz que está liderando o movimento é funcionário da candidata, conheço ele. O PT quer me desmoralizar junto à população”, afirma.
A presidente do diretório do PT em Potim, Érica Soler, rebate as afirmações sobre a participação de militantes no movimento. “Fiquei sabendo da invasão mas, em hipótese alguma vamos incentivar essas atitudes, não temos participação nisso”, garante.
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