Após casos de assédio, grupo sugere ‘botão do pânico’ em ônibus em São José

Grupo se reuniu com a prefeitura pós casos de assédio em ônibus da cidade Divulgação/PMSJC O coletivo ‘Resistência Feminina’ apresentou para a Prefeitura de São José dos Campos diversas sugestões para tentar inibir casos de assédio no transporte público da cidade. Dentre as propostas, o grupo sugere criar um ‘botão do pânico’ dentro dos coletivos. […]

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Grupo se reuniu com a prefeitura pós casos de assédio em ônibus da cidade

Divulgação/PMSJC

O coletivo ‘Resistência Feminina’ apresentou para a Prefeitura de São José dos Campos diversas sugestões para tentar inibir casos de assédio no transporte público da cidade. Dentre as propostas, o grupo sugere criar um ‘botão do pânico’ dentro dos coletivos. A iniciativa foi tomada pelas meninas após  registros de assédios no ônibus urbano envolvendo uma adolescente.

A exemplo do que já acontece em escolas e postos de saúde, a proposta é que o botão do pânico seja instalado em um determinado local do coletivo, onde fosse possível acioná-lo em casos de assédio e, assim, a Guarda Civil Municipal seria chamada imediatamente.

Outras ações propostas pelo coletivo são treinamento de motoristas e cobradores para saberem como lidar com a situação; orientação às mulheres, com ampla divulgação dos canais de denúncia e de leis de combate à violência, além de criar um aplicativo para que as próprias mulheres possam trocar informações para evitar os abusadores; rígida investigação sobre casos de assédio; contra superlotação nos ônibus e respeitar o limite máximo de pessoas.

As sugestões foram apresentas a representantes da Secretaria de Mobilidade Urbana, Secretaria de Apoio Social ao Cidadão, além do Conselho da Mulher. De acordo com o coletivo, as partes receberam e acolheram as propostas e solicitaram um prazo para estudos a fim de proporcionar uma devolutiva acerca das propostas.

“Nos reunimos para debater o assédio sexual no transporte após termos ciência do caso da jovem que foi gravada no ônibus e exposta em sites pornográficos. A partir da denúncia que fizemos em nossas redes sociais outras mulheres relataram que sofreram violências parecidas no transporte público em São José. Por isso achamos pertinente pensar em propostas para o combate ao assédio no transporte e, então, protocolamos um ofício solicitando uma reunião”, disse Jéssica Marques, uma das integrantes do coletivo Resistência Feminista.

Por meio de nota, a Prefeitura de São José dos Campos informou que a pauta foi debatida e que, em breve, haverá uma nova reunião para as devolutivas dos assuntos citados e encaminhamento de novas ações.

Frente Parlamentar Contra o Assédio

Diante do exposto, vereadores de São José dos Campos formalizaram a criação da Frente Parlamentar Contra o Assédio Sexual no Transporte Coletivo do município. A frente foi criada durante sessão da última terça-feira (4), na Câmara Municipal.

A comissão é composta pelas vereadoras Amélia Naomi (PT), Dulce Rita (PSDB), Flávia Carvalho (Republicanos) e Juliana Fraga (PT). Naquele dia, as parlamentares se reuniram com o coletivo para tratar de pautas, que incluem agendamento de reuniões com representantes das empresas de ônibus da cidade, da Polícia Civil e da Delegacia da Mulher.

Para a vereadora Juliana Fraga, a comissão é extremamente importante para que seja desenvolvido políticas que garantam a segurança das mulheres.

“Quem é abusada, agredida, no transporte coletivo, sente-se violada, violentada. Não temos números reais, mas estima-se que 90% das mulheres já sofrerem esse abuso. É algo que não podemos deixar para lá, precisa ser denunciado. Sabemos que tem abusos até piores, mas o  pequeno é  importante para que n se torne o grande no futuro”, argumentou.

Em 2017, a vereadora já havia apresentado um projeto de lei que previa a implantação desse sistema de botão de emergência nos ônibus, mas até o momento a proposta não foi votada.

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