Associações unem força em discussão sobre zoneamento

Associações de classe ligadas ao setor da construção civil em São José dos Campos adotaram a estratégia de alinhar o discurso durante as discussões da nova Lei de Zoneamento da cidade. A medida deverá aumentar ainda mais a influência que o segmento exerce na tomada de decisões para a aprovação de um novo projeto de lei.

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Associações de classe ligadas ao setor da construção civil em São José dos Campos, adotaram a estratégia de alinhar o discurso durante as discussões da nova Lei de Zoneamento da cidade. A medida deverá aumentar ainda mais a influência que o segmento exerce na tomada de decisões para a aprovação de um novo projeto de lei.

A nova lei não pode travar o setor imobiliário mas também deve evitar que a cidade se transforme em um Jd. Aquarius

Almir Fernandes coord. do Gedesp

AEA (Associação de Engenheiros e Arquitetos), Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), Sinduscon (Sindicato da Construção), Secovi (Sindicato da Habitação) e Aelo (Associação das Loteadoras) assinaram em janeiro um documento conjunto de sugestões que foram enviadas à prefeitura.

Em pauta, a flexibilização da lei. Os empresários querem regras mais flexíveis para o limite de altura dos prédios e clareza nas contrapartidas exigidas pelo executivo. Atualmente a lei restringe a 15 o número de andares nos prédios do chamado perímetro urbano, que contempla bairros nobres da cidade.

“Decidimos que unidos podemos contribuir mais para a cidade do que separados cada qual correndo atrás dos seus interesses. Todas as ações que tomarmos durante o processo será pensada de forma conjunta”, afirmou Rogério Penido, diretor do Sinduscon.

Sem lobby
Entretanto, o empresário descarta a hipótese de que as construtoras estejam promovendo lobby para pressionar o poder público.

“Não há terrorismo para defender nossos interesses. O que o setor almeja é um diálogo plural, que envolva toda a sociedade. Não podemos fechar os olhos para a realidade dos fatos, o setor da construção civil estagnou-se de 2010 para cá”, afirmou.

Formado pelas principais lideranças empresariais de São José dos Campos, o Gedesp (Grupo de Estudos do Desenvolvimento Econômico Social e Político) apóia a discussão de pontos de vista.


Equilíbrio
De acordo com o coordenador do grupo e presidente do Ciesp (Centro de Indústrias do Estado de São Paulo), Almir Fernandes, a nova legislação deve ser equilibrada.

“É preciso dar mais flexibilidade à lei, pois toda a cadeia que envolve a construção civil simplesmente estagnou. Entretanto, isso não quer dizer que as construtoras poderão fazer o que bem entenderem. Não dá para deixar que cresçam mais bairros como o Aquarius, onde as pessoas nem conseguem tomar sol por causa dos prédios”, disse.

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