Aumento do desmatamento na Mata Atlântica é alerta para Ilhabela

A edição 2014 do Atlas de Remanescentes Florestais da Mata Atlântica mostra que pelo segundo ano consecutivo a taxa de desmatamento voltou a crescer. O aumento registrado entre os anos de 2013 e 2014 foi 9% maior do que o divulgado entre 2011 e 2012.

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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A edição 2014 do Atlas de Remanescentes Florestais da Mata Atlântica mostra que pelo segundo ano consecutivo a taxa de desmatamento voltou a crescer. O aumento registrado entre os anos de 2013 e 2014 foi 9% maior do que o divulgado entre 2011 e 2012.

Com cerca de 85% de seu território coberto pela Mata, a cidade de Ilhabela é um dos últimos redutos de preservação da floresta no país. Entretanto, o crescente aumento no desmatamento pode representar uma ameaça para esta reserva balneária.

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Cidade conta com cerca de 85% de área coberta pela Mata Atlêntica

Divulgação

Embora o índice maior esteja concentrado nos estados de Minas Gerais, Piauí, Bahia e Paraná -que juntos correspondem por 91,75% da área desmatada- o ambientalista Marcelo Godoy afirma que os dados devem servir de alerta.

De acordo com o especialista, a desvalorização das secretarias de Meio Ambiente nas cidades da RMVale é um mau indício para a ilha. “Posso dizer que em praticamente todas as cidades da região a pasta do meio ambiente é praticamente protocolar. Os projetos chegam na secretaria já prontos, só para receber o carimbo”, afirma.

Iniciativas como o Parque Estadual de Ilhabela e a criação de Áreas de Proteção Ambiental são citadas pelo ambientalista como importante proteção principalmente contra o avanço imobiliário. Tal prática é considerada por Godoy como principal vilã da preservação do meio ambiente na região.

“Em São José dos Campos, por exemplo, áreas de preservação de nascentes estão sendo invadidas pelos loteamentos e nada pode ser feito. Em Ilhabela, a situação por enquanto é diferente. Mas é preciso que os governantes mantenham a prioridade para a preservação”, afirma.

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