Avião que levava Marília Mendonça foi alvo de denúncia do MP 6 meses antes do acidente
Anac afirma que aeronave estava apta a voar e confirma investigação das possíveis causas da queda

O Ministério Público do Estado de Goiás protocolou uma denúncia à empresa Pec Taxi Aereo Ltda, responsável pela aeronave PT-ONJ, que levava Marília Mendonça e outros quatro tripulantes de Goiânia (GO) até Caratinga (MG) na sexta-feira (6). A denúncia foi protocolada no início de maio deste ano, seis meses antes do acidente que matou os ocupantes do avião.
Segundo o documento, “a empresa acumula irregularidades que colocam em risco tripulantes e passageiros, mesmo diante de denúncias repetidas à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a empresa nunca passou por auditoria a fim de serem averiguadas as irregularidades”.
Entre tais irregularidades, o MP cita que a empresa colocaria pilotos com jornada de voo estourada para voar e que “a aeronave com prefixo PT-ONJ está desde o início do ano realizando voos com problemas no para-brisa, ocorrendo que o vidro fica embaçado com prejuízo visual em pousos e decolagens, fato conhecido pela empresa, porém ignorado, já denunciado à Anac, porém sem vistoria feita”.
Outro lado
Em nota, a Anac informou que o avião estava com o Certificado de Verificação de Aeronavehabilidade válido até julho de 2022. As investigações sobre as causas do acidente ficarão a cargo do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticas), do Comando da Aeronáutica.
Pec Taxi Aereo Ltda publicou nota em que afirma que o avião envolvido no acidente era devidamente homologado pela Anac e estava plenamente aeronavegável. Além disso, acrescenta que a tripulação tinha experiência de voo e habilitada pelo órgão aeronáutico.

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