Brasileiros e holandeses discutem parcerias em fórum de tecnologia em São José dos Campos
Cientistas, pesquisadores e empresários do setor aeroespacial se reuniram esta semana no 1º Hi-Tech Forum Brasil Holanda, realizado na Parque Tecnológico. O evento, que teve início na última terça-feira (3), tem como objetivo avaliar as possibilidades de cooperação entre Brasil e Holanda. participação de mais de 80 pessoas.


O evento contou com a participação de mais de 80 pessoas
Divulgação/ Charles de Moura
Cientistas, pesquisadores e empresários do setor aeroespacial se reuniram esta semana no 1º Hi-Tech Fórum Brasil Holanda, realizado no Parque Tecnológico. O evento, que teve início na última terça-feira (3), tem como objetivo avaliar as possibilidades de cooperação entre Brasil e Holanda.
O evento foi aberto pelo secretário de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Sebastião Cavali e pelo secretário de Parcerias Públicas e Privadas do Ministério de Assuntos Econômicos Holandês, Nico Schiettekatte.
“São José é conhecida em todo o Brasil como uma cidade tecnológica. Nosso objetivo é manter e reforçar essa característica. O Hi-Tech Fórum contribui para incentivar esse tipo de interface, não apenas entre países, mas principalmente entre instituições fortes, com participação de governos, universidades e iniciativa privada”, disse Cavali, por meio de assessoria de imprensa.
O secretário holandês aponta que a tecnologia aeroespacial possui inúmeras aplicações em outras áreas, como na agricultura, na indústria de alimentos, transportes, clima e segurança. “Trata-se de um setor capaz de trazer soluções globais para o planeta. Precisamos formar parcerias para encarar esses desafios e este evento é um grande passo”, afirma Nico Schiettekatte.
Entre os participantes holandeses, estavam instituições como o NAG (Grupo Aeroespacial Holandês), o NLR (Laboratório Aeroespacial Nacional) e o TNO (Organização Holandesa para Pesquisa Científica Aplicada). Também participaram importantes operadores do setor aéreo, como Fokker, KLM e Royal Ten Cate.
Do lado brasileiro, estiveram presentes o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), o ITA (Instituto de Tecnologia Aeronáutica), o IFI (Instituto de Fomento e Coordenação Industrial), o IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), o IEAv (Instituto de Estudos Avançados) e o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
O diretor da NAG, Frank Jansen, destacou que os principais objetivos da Holanda incluem apoiar a base da indústria aeroespacial brasileira. “Ao contrário do Brasil, a Holanda não tem um forte mercado interno. É por isso que precisamos destas parcerias e oferecemos talento, conhecimento e integração com os principais mercados europeus. A Fokker deixou de fabricar aeronaves em 1996 para se tornar uma fornecedora, e podemos dizer que atingimos excelência neste segmento”, diz.
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