Câmara cobra Ortiz por cumprimento de lei de saúde vocal para professores

Desde 2013, a Prefeitura de Taubaté não oferece programa para a saúde vocal a professores. Preocupados com a situação, os vereadores reivindicam ao governo Ortiz Junior (PSDB) o retorno do serviço.

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Saúde vocal dos professores é discutido pelos vereadores em Taubaté

Divulgação/CMT

Desde 2013, a Prefeitura de Taubaté não oferece programa para a saúde vocal a professores. Preocupados com a situação, os vereadores reivindicam ao governo Ortiz Junior (PSDB) o retorno do serviço.

Em requerimento aprovado pelos parlamentares, a Câmara cobra o cumprimento da Lei Municipal nº 4.531, de 12 de setembro de 2011, que institui o Programa Municipal de Saúde Vocal para professores da rede municipal de ensino.

“As alterações de voz dos professores obrigam o profissional a solicitar readaptação para outro setor, afastando-o de sua área de formação acadêmica, além de exigir da cidade a contratação de outro profissional, acarretando despesas para os cofres públicos”, afirma o vereador Jeferson Campos (PV).

Para Vera Saba (PT), vereadora da oposição, a lei é um cuidado especial destinado aos professores pois oferece condições de preservar as condições vocais evitando problemas que possam afastar os profissionais das funções. “Se a lei existe, como pode o gestor público ter uma lei tão importante e não aplicá-la no município?”, indaga.

A fonoaudióloga Luciana Borges Iglesias alerta que é preciso atenção com a saúde vocal para evitar lesões nas cordas vocais. “É preciso que todos se atentem aos problemas vocais. Se em 15 dias a pessoa estiver com rouquidão ou muita tosse, é preciso procurar um especialista”, comenta.

A especialista explica que profissionais que utilizam a voz devem ter atenção redobrada. “Os professores que têm a fala como instrumento de trabalho falam em ambientes fechados e elevam o volume. Para evitar possíveis problemas, as pessoas devem tomar muita água, ter uma alimentação saudável e realizar exercício de aquecimentos vocais”, ressalta.

A Prefeitura de Taubaté não se manifestou em relação ao caso até o fechamento da reportagem.

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