Câmara de Taubaté ameaça realizar CPI para averiguar casos de dengue
Os 1.809 casos de dengue confirmados pela Vigilância Epidemiológica de Taubaté foram alvo de críticas em audiência pública, na noite desta quinta-feira (9), na Câmara.


Vereadores de Taubaté questionam números da dengue para a Vigilância
Divulgação/CMT
Os 1.809 casos de dengue confirmados pela Vigilância Epidemiológica de Taubaté foram alvos de críticas em audiência pública, na noite desta quinta-feira (9), na Câmara. A reunião contou com a presença da chefe da Vigilância Epidemiológica, a médica Stella Zollner, vereadores e outros representantes da Secretaria de Saúde.
Os vereadores criticaram a postura do governo Ortiz Junior (PSDB), que segundo os parlamentares não está implantando as ações essenciais para combater a epidemia de dengue na cidade e ameaçam abrir CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigarem os reais casos. Hoje, a cidade possui 97 mil imóveis e conta cem funcionários destinados às vistorias nas residências.
“É impossível que Taubaté tenha apenas quase dois mil casos. Afirmo que a cidade tem 20 mil casos e vou propor uma CPI da dengue para mostrar os verdadeiros números da dengue. Cadê o prefeito para explicar, fugiu?”, indagou o vereador e presidente da Câmara de Taubaté, Carlos Peixoto (PMDB).
A médica responsável pela Vigilância comenta que nesta sexta-feira (9), o departamento vai divulgar um novo balanço sobre a situação da dengue. “Divulgaremos o novo boletim, mas posso garantir que não temos 20 mil casos na cidade. Trabalhamos com transparência na apuração”, afirma Stella.
“Dizer que Taubaté não está em estado de calamidade é leviano por parte do governo”, ressalta Peixoto.
Para a vereadora Pollyana Gama (PPS), o prefeito não planejou a destinação de verbas para o setor, prejudicando o andamento dos trabalhos da Vigilância. “O gestor não priorizou o setor e estão falhando no orçamento. Também concordo com a abertura da CPI para apurar os dados”, destaca a vereadora.
O morador Américo Esteves comenta que prefeitura precisa mapear os pontos mais críticos na cidade. “Um mapeamento precisa ser realizado nos principais focos, podendo solicitar ajuda dos órgãos competentes e universidades da região, que possuem cursos de Biologia e Agronomia e poderiam contribuir para os planejamentos e ações”, diz Esteves.
Exército
O Exército vai realizar na próxima semana, uma força-tarefa em conjunto com a Vigilância Epidemiológica, para ajudar na vistoria e conscientização dos moradores de Taubaté. O reforço foi confirmado durante a audiência pública.
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