Câmara de Taubaté aprova doação de área para a instalação de 14 empresas
Segundo o Legislativo, juntas, as empresas pretendem criar 1.289 empregos


Segundo o Legislativo, juntas, as empresas pretendem criar 1.289 empregos
Divulgação/CMT
A Câmara de Taubaté aprovou em sessão extraordinária na última quarta-feira (23), a doação de área para 14 empresas se instalarem na cidade. Segundo o Legislativo, juntas, as organizações irão criar 1.289 empregos.
Ao todo, 16 projetos de doação de área foram encaminhados pelo prefeito Ortiz Júnior (PSDB) aos vereadores. No entanto, o benefício para o Depósito Cardoso e a Hydrostec Equipamentos e Montagens, foram retirados a pedido do líder do prefeito na Câmara, Luizinho da Farmácia (Pros).
As doações foram feitas às empresas Big Lu Comércio e Indústria de Metais Sanitários, Elfos Metais Indústria e Comércio, Rodotrem Implementos Rodoviários, Metal Américas Indústria e Comércio de Equipamentos, Sartoratto & Moreto Indústria de Alimentos, Clarity Importação e Exportação de Vidros, WDF Consultoria e Serviços em Aviação, Urban Transit Serviços do Brasil, Campos & Campos Taubaté, G&L Install Comércio e Serviços de Sistemas Eletro-Eletrônicos, Eletric Dreams Engenharia da Mobilidade, Kaldermec Solução em Caldeiraria, Enquil Industrialização e Oberon Projetos e Instalações Industriais.
Ao todo, serão cerca de 238 mil metros quadrados de área destinada às doações. As propostas, que tiveram três votos contrários, de Salvador Soares (PT), Vera Saba (PT) e João Vidal (PSB), seguem para sanção de Ortiz Junior.
“É uma pauta indigesta para o fim de ano”, disse Salvador, explicando que a reserva de áreas está acabando, e a área industrial está se reduzindo. “Minha preocupação é que os próximos gestores tenham clareza sobre qual o rumo que a cidade quer trilhar. Acredito que a vocação econômica do município não se dá mais com a indústria, temos que discutir a prestação de serviço, investimentos na cultura e história, discutir a cidade que queremos para nossos filhos e netos”, completou.
Já Vera Saba defendeu a “doação responsável” e criticou a falta de documentação das empresas, nos projetos de lei, indicando fragilidade aos processos. Ainda segundo a vereadora, o valor da área está calculado com base na Planta Genérica de Valores do município, “defasada desde 1997, portanto, os valores estariam depreciados. Subestimaram um patrimônio que não pertence ao prefeito, mas à população, é um patrimônio do município com valor precioso”, disse.
Para João Vidal, o modelo ideal seria a concessão de áreas, não a doação. “A LG se instalou em Taubaté em 1997. Quando ela se instalou aqui ganhou área, gerou emprego, e agora ocorre que essa área pertence aos coreanos. Se ela decide ir embora, pode pegar aquela área milionária e vender”, exemplificou.
O vereador Jeferson Campos (PV), rebateu as críticas e afirmou que a retração de empregos não ocorreu somente em Taubaté, mas no Vale do Paraíba e país. “Mesmo sendo a 47ª cidade no ranking de qualidade de vida, perdemos postos de trabalho. Vejo a questão de emprego e renda em vários setores, é uma escala”, disse.
De acordo com Joffre Neto (PSB), algumas partes dos projeto careciam de fundamentação mais embasada. “Mas, num esforço geral de se autorizar o prefeito à doação de áreas, aprovamos os projetos e vamos fiscalizar (a instalação dos empreendimentos)”, afirmou.
A vereadora Pollyana Gama (PPS), também apostou na geração de emprego e riqueza para a cidade. “Sabemos que esses empregos não vão acontecer amanhã ou no início de 2016, mas, quero acreditar que, logo que se iniciem esses investimentos, absorva-se mão de obra para se viabilizar a instalação dessas empresas”, disse.
Já Noilton Ramos (PSD), mencionou que 60% das empresas que recebem doações de áreas não se instalaram na cidade e defendeu a diversificação das atividades. “O poder público tem se preocupado com a geração de empregos, mas temos que trabalhar com o terceiro setor. Falta uma política pública eficaz, para favorecer e abrir as portas para o cidadão”, afirmou.
Questionada sobre o valor de investimentos de cada empresa e a previsão para o início das obras ou das atividades, a Prefeitura de Taubaté não retornou até o fechamento desta matéria.
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