Câmara de Taubaté arquiva denúncia contra prefeito Sérgio Victor por falta de provas

Presidente da Casa acolheu parecer da Procuradoria Legislativa, que apontou ausência dos requisitos para abertura de comissão processante

Escrito por: Rubens Baracho3 min de leitura
Sérgio Victor

A Câmara Municipal de Taubaté arquivou a representação que apontava suposta infração político-administrativa do prefeito Sérgio Victor (Novo). A decisão foi tomada na tarde desta terça-feira (14) pelo presidente da Casa, vereador Richardson da Padaria (União), que acolheu parecer da Procuradoria Legislativa pela ausência dos pressupostos de admissibilidade da denúncia.

Em despacho, o presidente da Câmara afirmou que seguiu o entendimento do setor jurídico do Legislativo, que concluiu não haver elementos suficientes para justificar o prosseguimento da representação.

No parecer emitido também na terça-feira, a Procuradoria Legislativa apontou “clara insuficiência de provas”, o que, segundo o órgão, tornaria a denúncia inepta e inviabilizaria a abertura do procedimento.

De acordo com a análise jurídica, os únicos documentos apresentados pelo denunciante eram contratos relacionados à gestão do Hospital Municipal Universitário de Taubaté (HMUT), sem participação direta do prefeito. O parecer também destacou que caberia ao autor da representação apresentar provas dos fatos alegados, e não transferir essa responsabilidade à Câmara.

Ainda segundo a Procuradoria, a documentação anexada não permitia verificar a existência de justa causa para o recebimento da denúncia, além de não indicar de forma precisa os supostos atos irregulares. O órgão observou ainda que parte dos fatos narrados poderia sequer coincidir integralmente com o mandato do atual prefeito.

A representação havia sido protocolada no último dia 7 pelo advogado Gregory Antonio Valentim Santos, ex-candidato a vereador pelo PSOL em 2016. Na denúncia, ele alegava que a Prefeitura teria decidido não renovar o contrato de gestão do HMUT após o Grupo Chavantes supostamente rejeitar o pagamento de propina e a contratação de fornecedores indicados pelo governo municipal. O documento, no entanto, não apresentava provas materiais das acusações, mencionando apenas que os fatos poderiam ser confirmados por funcionários da organização.

Pelas regras do Regimento Interno da Câmara, caso a Procuradoria considerasse a denúncia admissível, caberia ao plenário decidir sobre a abertura de uma comissão processante. Para isso, seriam necessários ao menos 13 votos favoráveis entre os 19 vereadores. Caso fosse aceita, a comissão poderia, ao final dos trabalhos, recomendar a cassação do mandato do prefeito.

Após a divulgação da denúncia, na última semana, o prefeito Sérgio Victor negou qualquer irregularidade. Com o arquivamento da representação, a Prefeitura reiterou que todas as decisões relacionadas ao Hospital Municipal Universitário são tomadas com base em critérios técnicos, administrativos e legais, sempre visando o interesse público e a qualidade da assistência prestada à população.

A administração municipal informou ainda que permanece concentrada no processo de transição da gestão do HMUT, adotando medidas para garantir a continuidade dos atendimentos, a segurança de pacientes e profissionais e a regularidade dos serviços de saúde.

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