Caso Gaddy: dois menores são presos pela morte de dentista em São José

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou nesta terça-feira (1), a pedido do Ministério Público, a prisão dos três menores suspeitos de envolvimento no assassinato do dentista Alexandre Peçanha Gaddy, que foi queimado dentro do próprio consultório em maio de 2013 em São José dos Campos.

Escrito por: Elaine Rodrigues2 min de leitura
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O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou nesta terça-feira (1), a pedido do Ministério Público, a prisão dos três menores suspeitos de envolvimento no assassinato do dentista Alexandre Peçanha Gaddy, que foi queimado dentro do próprio consultório em maio de 2013 em São José dos Campos.

Dois adolescentes, uma garota de 16 anos grávida de oito meses e um jovem de 17 anos, já foram presos nesta manhã pela equipe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Eles vão ser levados para a Diju (Delegacia de Polícia da Infância e da Juventude), onde aguardam a transferência para a Fundação Casa.

O terceiro suspeito, uma jovem de 17 anos, ainda não foi encontrada pela polícia e é considerada foragida. O advogado da adolescente, Denivaldo Barni, afirma que ainda não foi notificado oficialmente sobre o mandado de prisão.

A família de Gaddy já foi avisada das prisões e aprova a decisão da Justiça. “Ficamos felizes com a decisão do TJ em prender todos os envolvidos. Eu e meus pais acreditamos que assim se fará finalmente justiça”, afirma a irmã do dentista Christianne Peçanha Gaddy, que atuou no processo como assistente do Ministério Público.

Está já é a segunda vez que os adolescentes são presos neste processo. Logo após o crime, em maio de 2013, os três suspeitos foram detidos, mas acabaram liberados em outubro do mesmo ano pela Vara da Infância e Juventude por falta de provas.

Outros dois homens suspeitos do crime estão presos e aguardam o final do julgamento. A primeira sessão aconteceu no Fórum de São José em maio de 2014. Uma nova audiência está marcada para o próximo dia 14 de julho.

Entenda o caso
Em 27 de maio de 2013, Alexandre Peçanha Gaddy, 41 anos, foi queimado vivo em seu consultório na Vila Tatetuba, região leste de São José. O dentista morreu uma semana depois.

Segundo as investigações conduzidas pela DIG, os dois homens entraram encapuzados na sala de Gaddy e anunciaram o assalto. Como não encontraram dinheiro, ameaçaram o dentista jogando álcool.

Em depoimento, uma das adolescentes suspeitas contou que um dos homens ascendeu um cigarro próximo à vítima e, sem querer, ateou fogo no dentista.

Gaddy foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado para a Santa Casa de São José. Posteriormente ficou internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O dentista teve mais de 50% do corpo queimado.

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