Chuva esperada há 14 anos, deixa estragos em Lavrinhas

Tempestade derrubou árvores, muros e até uma ponte da cidade

Escrito por: Elaine Rodrigues2 min de leitura
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Chuva deixa estragos em Lavrinhas

Divulgação/Bombeiros

Na tarde desta quinta-feira (4), uma chuva forte causou muitos transtornos para os moradores da Capela do Jacú, em Lavrinhas. O rio que atravessa o bairro transbordou, árvores tombaram nas estradas que dão acesso à região e até uma ponte caiu com a força das águas. Moradores acreditam que esta chuva seja um fenômeno que acontece na região a cada 14 anos.

Um morador chegou a ficar mais de duas horas ilhado no bairro Retiro do Barbosa, na estrada Frederico Zappa, onde uma ponte não resistiu a força das águas e caiu. O homem que morava em uma propriedade rural na região, foi resgatado por volta das 20h, com ajuda dos Bombeiros.

Ao final da tempestade, a estação pluviométrica da cidade media 100mm de chuva e ventos de mais de 80 km/h. Ao todo, seis casas foram invadidas pela água.

“Na minha casa o muro caiu, mas ninguém ficou ferido. Até agora não temos desabrigados e já conseguimos desimpedir as estradas e normalizar o acesso aos bairros na região da Capela do Jacú”, detalha o coordenador da Defesa Civil de Lavrinha, João Francisco Monteiro Bosse.

Na manhã desta sexta-feira (5), a Defesa Civil informou ainda que a região, que também ficou sem água potável, já tem o abastecimento restabelecido. “A caixa de água transbordou com a chuva, mas já arrumamos e a água potável deve voltar até o final desta manhã”.

Medo da chuva
Bosse conta que a chuva desta quinta-feira (4) era esperada há mais de uma década. Em uma espécie de lenda urbana, os moradores de Lavrinhas dizem que a cada 14 anos, uma grande chuva vem para devastar a cidade.

“Em 1986, a primeira enxurrada deixou no chão parte de Lavrinhas. Foram destruídas estradas e casas. Uma grande tristeza. Nos reerguemos e fomos em frente, mas em 2000, exatamente 14 anos depois, outra tromba d’água veio e devastou a cidade. Foram reconstruídas estradas e casas. Depois disso, todos ficamos na expectativa de que em 2014 viria uma nova chuva”, conta Bosse.

Com a chuva desta semana, os moradores acreditam que a lenda, que é tratada com ares de profecia, tenha se cumprido. “Essa foi a chuva dos 14 anos. Só que como estamos na seca, veio fraca. Bom, tomara que seja. Porque se vier outra este ano, estamos perdidos”, conclui.

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