Cidades da RMVale investem em polos industrias para atrair empresas

Algumas cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, como Guaratinguetá, Lorena, Tremembé, Canas e Paraibuna, apostam na construção de polos industriais para atrair empresas e movimentar a economia local. Para isso, os incentivos das prefeituras vão desde a doação de terreno até isenção de imposto.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Parque Tecnológico de São José é um exemplo a ser seguido

Flavio Pereira/Meon

Algumas cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, como Guaratinguetá, Lorena, Tremembé, Canas e Paraibuna, apostam na construção de polos industriais para atrair empresas e movimentar a economia local. Para isso, os incentivos das prefeituras vão desde a doação de terreno até isenção de imposto.

Em Guaratingutá, já existem 40 empresas distribuídas em dois polos industriais que, juntos, somam 17,8 mil metros quadrados. Segundo a assessoria de Indústria e Comércio da prefeitura, já está previsto a construção de um terceiro polo, que vai ter 600 mil metros quadrados.

“Nossa prioridade é receber empresas de pequeno e médio portes, pois são as empresas que respondem por maior empregabilidade. As empresas que vencerem a licitação vão receber isenção de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), do IBTI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) e de outras taxas municipais”, afirma Fernando Sarabion, assessor especial de Indústria e Comércio de Guaratinguetá.

Já a prefeitura de Lorena retomou o pagamento de compra de uma área de 180 mil metros quadrados no valor de R$ 2 milhões para atrair empresas. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turístico, Luiz Gustavo Rodrigues, a cidade pretende criar um polo industrial na área.

“Além de receber pequenas e médias empresas dos mais variados ramos, vamos buscar junto ao governo do estado que aquela área seja uma extensão de um projeto do Parque Tecnológico de São José dos Campos. Criando ali uma incubadora de empresas de tecnologia”, afirma Luiz Gustavo.

Um complexo industrial e logístico, orçado em R$ 17 milhões, começou a ser construído em Tremembé. O projeto é da iniciativa privada com incentivo fiscal da prefeitura onde serão comercializados 68 lotes em uma área de quase 200 mil metros quadrados.

A Prefeitura de Canas investiu R$ 360 mil na compra de um terreno para a construção do polo industrial da cidade e distribuiu os lotes para 13 empresas, que têm até dois anos para iniciarem as atividades. A cidade, que tem 4.788 habitantes, espera gerar mil vagas de emprego e uma das cláusulas estipulada pela prefeitura é que pelo menos 80% do quadro de funcionários seja composto por moradores de Canas.

Um novo polo industrial também é construído em Paraibuna. O projeto foi iniciado no ano passado, quando a prefeitura comprou uma área de 240 mil metros quadrados, no valor de R$ 700 mil. O negócio tem atraído empresários pela isenção de impostos municipais e doação de área para implantação das empresas. O local já recebeu terraplanagem e as obras devem começar em 2015.

Para Horácio Forjaz, diretor geral do Parque Tecnológico de São José dos Campos, principal polo de industrias e tecnologia da RMVale, a iniciativa dessas prefeituras é positiva. “É muito positivo esse incentivo e apoio para a criação de polos industriais e incubadoras, que inclusive nos últimos dez anos viraram uma tendência”, diz.

“A expectativa quando se cria um polo industrial é que as empresas possam crescer, com produtos ganhando o mercado e consequentemente gerando emprego para a cidade. Mas é preciso saber que nada vem a curto prazo, quando se investe em polos industrias é preciso pensar estrategicamente e ter paciência”, completa Forjaz.

Incentivos
A maior proposta para atrair os empresários é a isenção de vários impostos da cidade através da Lei de Incentivo a Indústria, criada em 2013, como a isenção do ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis). Além da atração de novas empresas, a prefeitura também espera benefícios com a geração de empregos e aumento na arrecadação de impostos partilhados, inclusive o ICMS.

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