Ciesp apoia fusão entre Embraer e Boeing, mas cobra transparência

Diretor regional da Ciesp acredita que acordo é arriscado, mas pode ser grande oportunidade

Escrito por: Leonardo Gonzaga2 min de leitura
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Fábrica de Embraer, em São José

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O diretor regional do Ciesp (Centro de Indústrias do Estado de São Paulo) em São José, César Augusto Teixeira Andrade e Silva, se manifestou favorável ao acordo entre Embraer e Boeing, anunciado nesta quinta-feira (5). O modelo de negócio prevê a criação de uma joint venture com 80% de participação da companhia norte-americana e 20% da brasileira, que deixará de ter sede em São José após 49 anos.

Em entrevista ao Meon, César Augusto afirma que o modelo divulgado pelas empresas não foi muito diferente do que o Ciesp esperava. “O mais importante é saber como isso vai acontecer. Nós temos uma posição bem clara e apoiamos a fusão, mas o governo tem que ter cuidadoso. Dependendo da forma como o acordo será feito, ele pode matar a indústria ou pode criar uma grande oportunidade para exportações”, afirma o diretor.

Segundo César, o Ciesp espera medidas da Boeing para capacitar as empresas da região, já que muitos estabelecimentos são dependentes da Embraer na cidade.

“Com a fusão, a cadeia comercial da cidade corre um risco muito grande de não ser competitiva a nível internacional. Precisamos de um período de transição e treinamento, além de ambas as empresas de aviação se comprometerem a ajudar nisso”, acrescenta.

De acordo com o diretor regional, transparência é essencial para que a fusão tenha sucesso. “Estamos preocupados em saber como será essa fusão. O governo tem que defender a soberania nacional e as indústrias e tenho certeza que eles estão preocupados em causar o menor dano possível para os nossos profissionais, além de ampliar oportunidades no mercado. É um belo momento para isso acontecer”, completa César Augusto.

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