Clima morno marca Câmara de São José após as eleições
Pouco mais de dez dias depois do primeiro turno das eleições, o clima é de morosidade na Câmara de São José dos Campos. Com a proximidade das votações pelo segundo turno, que acontecem no domingo (26), assuntos polêmicos são protelados para após o período eleitoral e o foco dos parlamentares continua na campanha presidencial.


Falta de projetos polêmicos deixa clima morno nas sessões
Warley Leite/Meon
Pouco mais de dez dias depois do primeiro turno das eleições, o clima é de morosidade na Câmara de São José dos Campos. Com a proximidade das votações pelo segundo turno, que acontecem no domingo (26), assuntos polêmicos são protelados para após o período eleitoral e o foco dos parlamentares continua na campanha presidencial.
Com a estagnação dos projetos do executivo, como a nova Lei de Zoneamento que só vai ser enviada em dezembro para a Câmara, os parlamentares tem dedicado suas atenções às campanhas eleitorais dos presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).
A polarização do segundo turno também cria uma saia justa entre partidos da bancada aliada do governo municipal que, na esfera federal, apóiam a candidatura tucana. De acordo com o vereador Roniel Farias (PP), parlamentares de legendas como o PSB e o PP não estão sequer fazendo o uso da bancada.
“É normal que o clima seja um pouco mais light já que os vereadores estão preocupados com a campanha presidencial. Isso é normal e, à médio prazo até benéfico para a cidade, pois é importante que os parlamentares se alinhem com a lideranças de seus partidos para ajudar a trazer benefícios para a cidade”, diz.
Já o vereador Juvenil Silvério (PSDB) ressalta que, mesmo com o clima mais morno, ações de oposição ao governo seguem na bancada tucana. “Nossa posição continua a mesma de manter a oposição ao governo. Mas evidentemente que o clima, principalmente depois da derrota do PT nas urnas, fica mais cabisbaixo por parte deles”, afirma.
Para a presidente da casa, Amélia Naomi (PT), os trabalhos após as eleições acontecem normalmente. A petista afirma que o clima continua o mesmo depois da derrota nas urnas.
“Para mim não mudou nada. Me mantive trabalhando enquanto era candidata e agora continuo exercendo minhas funções como presidente da Câmara”, afirma.
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