CPI vai pedir quebra dos sigilos bancário e telefônico do ex-prefeito de Taubaté Bernardo Ortiz

A CPI (Comissão Parlamentar de Investigação) da Assembleia Legislativa vai pedir a quebra do sigilo bancário e telefônico do ex-prefeito de Taubaté Bernardo Ortiz (PSDB), alvo de investigação supostas irregularidades quando esteve à frente da presidência da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação). Ortiz deixou o cargo em março de 2013.

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Bernardo Ortiz, ex-prefeito de Taubaté

Divulgação/Sindmetau

A CPI (Comissão Parlamentar de Investigação) da Assembleia Legislativa vai pedir a quebra dos sigilos bancário e telefônico do ex-prefeito de Taubaté Bernardo Ortiz (PSDB), alvo de investigação por supostas irregularidades durante o período que esteve à frente da presidência da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação). Ortiz deixou o cargo em março de 2013.

A criação da CPI é baseada em denúncias de aditamentos de contratos superiores aos 25% estabelecidos por lei e direcionamento de verbas para financiar a campanha do filho Ortiz Junior (PSDB), eleito prefeito de Taubaté em 2012. Bernardo Ortiz também é acusado de pagar por 2.400 obras de acessibilidade, mas realizar apenas 854 obras.

De acordo com o autor do pedido da CPI, o deputado Enio Tatto (PT), já se pode dizer que estão comprovadas as irregularidades contra o ex-prefeito. O parlamentar afirma que a Assembleia Legislativa tentou, por diversas vezes, convidar Ortiz para explicar o caso.

“Tentamos por diversas vezes convidá-lo para se explicar, mas ele se negou a vir. Há pareceres do TCE que apontam as irregularidades da gestão de Ortiz na FDE, além de direcionamento de verba para campanha do filho”, afirma.

Para o deputado, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) também tentou interferir na criação da CPI, retardando o processo. “Foram pautas de tantas denúncias e escândalos em todos os jornais, inclusive na mídia do Vale do Paraíba. Diante disso, protocolamos o pedido em 2012, mas só agora, depois de anos, é que conseguimos criar a comissão. Há uma listagem de comissões e estavam priorizando as demais”, destaca Tatto.

Foram 33 assinaturas de deputados na época, sendo dois da região -Padre Afonso Lobato (PV) e Marco Aurélio (PT). O prazo para apuração das denúncias será de quatro meses, podendo ser prorrogado.

Outro Lado
A defesa de Bernardo Ortiz (PSDB) diz que ainda não teve acesso ao conteúdo da CPI. “Os trabalhos ainda não foram iniciados e ainda não tivemos acesso ao teor da CPI. As questões apontadas não foram acolhidas pelo TRE”, comenta o advogado Marco Aurélio Toscano.

Toscano ressalta que as investigações possuem motivações políticas. “Só ver quem está pedindo as investigações. São pessoas contra o governo e que faziam oposição. Tem um viés político nesse caso”, diz Toscano.

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