Crise hídrica traz alerta para situação das nascentes em São José

A atual crise hídrica que tem rebaixado o nível dos reservatórios do Estado de São Paulo aos menores níveis da história é também um alerta para a importância de se preservar as nascentes. Fontes que abastecem os rios, os olhos d’água secam quando mal conservados, o que, em maior escala, contribui para a falta de água.

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Crise hídrica do Estado é a pior da história

Flávio Pereira/Meon

A atual crise hídrica que tem baixado o nível dos reservatórios do Estado de São Paulo aos menores da história é também um alerta para a importância de se preservar as nascentes. Fontes que abastecem os rios, os olhos d’água secam quando mal conservados, o que, em maior escala, contribui para a falta de água.

Realizar um trabalho de mapeamento das nascentes e incentivar a conservação é o primeiro passo para evitar que situação hídrica do estado fique ainda pior. Passo este que, de acordo com presidente do Iepa (Instituto Ecológico e de Proteção aos Animais), Marcelo Godoy, está demorando a ser dado.

“Enquanto o mundo todo se preocupa em preservar seus recursos hídricos, o Brasil precisa de uma crise sem precedentes para começar a levar a sério esta questão. Demoramos muito para entender a importância das nossas nascentes para a garantia desse recurso vital”, afirma.

São José dos Campos conta com mais de 6 mil nascentes espalhadas pela cidade e distritos, como o de São Francisco Xavier. O número, entretanto, é de um levantamento de 2010, realizado pela prefeitura com recursos do Plano Cartográfico do Estado de São Paulo.

“Mais de 5 mil dessas nascentes estão na zona rural e fatores como a monocultura -principalmente de eucalipto- a falta de vegetação nativa e o próprio pisamento dos animais pode ressecar a fonte”, afirma.

O risco para as mais de mil nascentes situadas em zona urbana é ainda maior do que no campo. O avanço das construções, desmatamento e poluição são fatores de risco. Atualmente, a prefeitura realiza um projeto em parceria com a rede pública de ensino que revitaliza algumas das fontes que encontram-se no perímetro urbano.

Bolso
De acordo com Godoy, entrentanto, é preciso investir em medidas que exijam pagamento de multas para quem desmatar áreas onde existem nascentes ou que beneficiem aqueles que a conservam. Os olhos d’água precisam de um raio de 50 metros de mata nativa para que sejam conservados.

“Mesmo com bons programas, é preciso que haja fiscalização por parte do município. Fiscalizar as nascentes é a melhor forma de garantir a preservação. Também vale investir em programas que ofereçam benefícios aos produtores rurais que cuidam de suas nascentes”, diz.

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