Custo da cesta básica na RMVale já compromete 42% do salário mínimo
Combustível mais caro, lockdown em cidades chinesas e conflito entre Rússia e Ucrânia influenciam alta dos produtos

O custo da cesta básica na RMVale já compromete 42,50% do salário mínimo, segundo pesquisa do mês de abril, realizada pelo Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté).
A cesta teve elevação de preço de 3,01% no mês passado, passando de R$2.500,64, em março, para R$2.575,93. O aumento dos custos de produção, da logística e dos insumos, motivados pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, além do lockdown em grandes cidades da China afetam os preços dos produtos.
Campos do Jordão tem a cesta mais cara da região, com média de R$2.635,40, enquanto São José dos Campos tem a mais barata, com média de R$2.497,03.
Comparação com 2021
Num ano, a cesta básica ficou R$553,44 mais cara, em comparação com abril de 2021. O percentual de 27,33% é maior do que a inflação, que foi de + 12,03% no ano.
Produtos que tiveram alta nos preços em abril:
- Batata (+ 28,66%)
- Leite em Caixa ( + 10,71%)
- Tomate (+ 10,01%)
- Feijão ( + 8,54%)
- Óleo de Soja (+ 10,10%)
Produtos que tiveram redução nos preços em abril:
- Mamão formosa ( – 13,18%)
- Cenoura ( – 8,35% )
- Alho ( – 2,51% )
Litoral Norte
Em março, os munícipes do Litoral Norte desembolsaram R$725,93 na cesta básica, já em abril, gastaram ao menos R$752,97, o que representa alta de 3,72%. A informação é da pesquisa mensal do Centro Universitário Módulo e FSS (Faculdade de São Sebastião).
Ilhabela tem a cesta mais cara, R$ 756,24, enquanto Caraguatatuba tem a mais em conta, R$746,06.
Produtos que tiveram alta nos preços em abril:
- Batata (43,78%)
- Leite (8,65%)
- Pão francês (6,13%)
- Farinha de trigo (4,55%)
O único produto que apresentou baixa no mês de abril foi a banana: – 6,46%.
Além do custo de produção ter ficado mais caro, outra razão para o encarecimento do trigo e do pão francês é a guerra no Leste Europeu, afinal, os dois países são grandes produtores de trigo. O Brasil depende de, aproximadamente, 60% do trigo importado.
A queda no preço da banana é resultado do aumento da oferta desta fruta, com a chegada de uma nova safra, situação que já havia sido observada no mês de março.
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