“Daria para Piquete dias de paz entre as pessoas”, diz Teca Gouvêa

A prefeitura de Piquete, Ana Maria de Gouvêa, 64 anos, conhecida como Teca Gouvêa (PT), é arquiteta, professora, historiadora e cientista social. Com três formações acadêmicas diferentes, considera a devoção ao povo sua principal característica. “Não sou casada, nem tenho filhos. Tenho um amor grande por esta terra que me proporcionou grandes alegrias”, conta.

Escrito por: Elaine Rodrigues3 min de leitura
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Prefeita de Piquete, Teca Gouvêa (PT)

Divulgação/PMP

A prefeitura de Piquete, Ana Maria de Gouvêa, 64 anos, conhecida como Teca Gouvêa (PT), é arquiteta, professora, historiadora e cientista social. Com três formações acadêmicas diferentes, considera a devoção ao povo sua principal característica. “Não sou casada, nem tenho filhos. Tenho um amor grande por esta terra que me proporcionou grandes alegrias”, conta.

Nascida em Piquete, deixou a cidade para estudar e só retornou depois que já estava aposentada. Mesmo assim, se viu motivada a se candidatar duas vezes à prefeitura, tendo sido eleita pela primeira vez em 2012.

No dia do aniversário de 123 anos de Piquete, Teca Gouvêa fala um pouco de sua trajetória e ligação com a cidade.

Qual a sua formação?
Minha mãe era doméstica e meu pai motorista, como funcionário público federal. Tenho duas irmãs e três sobrinhos. Fui criada em Piquete, minha graduação superior foi inicialmente em Lorena, na Faculdade Salesiana de Filosofia Ciência e Letras, em História e Estudos Sociais. Em 1972 fui para São Paulo e permaneci até 2001, onde me formei em Pedagogia. Minha terceira faculdade foi Arquitetura e Urbanismo, tendo me diplomado em 1978.  Dei aulas de História pelo Estado e me aposentei em 1996. Nessa mesma época, trabalhei na Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo, até 1986. Na Secretaria de Estado da Cultura, fui diretora técnica do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico, diretora do Departamento de Atividades Culturais do Estado, e posteriormente trabalhei da Companhia Energética de São Paulo, onde também me aposentei.

Como foi sua infância em Piquete?
Minha vida foi muito boa em todos os pontos de vista: educacional, social, esportiva. Piquete, na minha adolescência, possuía uma qualidade de vida muito boa e eu tive a oportunidade de usufruir dessas condições. Do tempo de infância lembro das partidas de voleibol no Elefante Branco, do Cine Estrela do Norte, e dos bailes no Grêmio Duque de Caxias e do Comercial.

Fale um pouco de sua trajetória política.
Voltando para Piquete, após minha aposentadoria, fui cuidar junto com Dr. Antônio Carlos Chaves da Fundação Christiano Rosa, que havíamos criado em 1997.  Neste período amadureceu a ideia de entrar para a política com o objetivo único de poder ajudar de forma mais efetiva a minha cidade. A população me elegeu em 2012 e estamos lutando muito para realizar nossos planos. Acreditamos que ao fim de nosso mandato poderemos apresentar nossa contribuição ao município.

O que você mais gosta em Piquete?   
O que mais gosto de Piquete é essa paisagem bucólica e sua gente hospitaleira. Gosto também desta liberdade, que está se acabando infelizmente, de ir e vir com segurança, de poder andar sozinha sem preocupação a qualquer hora, conhecer as pessoas, conversar na rua.

Qual o principal desafio como prefeita de Piquete e qual presente gostaria de dar de aniversário para a cidade?
O principal desafio é melhorar as condições de vida da população e da assistência à saúde. Gostaria de dar a segurança de dias melhores de paz entre as pessoas.

Saiba mais sobre Piquete na reportagem especial de aniversário preparada pelo Meon.

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