Defensoria cobra respostas sobre a morte de caçapavense na Inglaterra

Pouco mais de um mês após o velório do estudante de Caçapava Paulo Henrique Dias Junior, morto na cidade de Colchester, na Inglaterra, a família recorreu à Defensoria Pública do Estado, em Taubaté, para cobrar agilidade nas investigações sobre a causa da morte.

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Paulo Henrique Dias Junior foi achado morto em Colchester

Arquivo Pessoal

Pouco mais de um mês após o velório do estudante de Caçapava Paulo Henrique Dias Junior, morto na cidade de Colchester, na Inglaterra, a família recorreu à Defensoria Pública do Estado, em Taubaté, para cobrar agilidade nas investigações sobre a causa da morte.

Dias Junior era aluno de doutorado e pesquisador na Universidade Essex, em Colchester. O caçapavense foi encontrado morto no dia 16 de maio, após fugir de um hospital, onde foi internado por apresentar supostos distúrbios comportamentais.

Desde então, a polícia inglesa abriu inquérito para apurar a causa da morte, mas nada foi revelado. A lentidão das investigações somada à falta de informações do Itamaraty tem causado indignação por parte dos familiares.

“Além da dor de perder um filho, ainda não sei o que houve e, sem as documentações necessárias, não consigo dar entrada nem mesmo ao seguro de vida. Fica tudo nas mãos do Itamaraty, mas se eu não ligo, eles parecem não se importar em me enviar as novidades. Sinceramente, não sei mais o que fazer”, explica Paulo Henrique Dias, pai do estudante.

A Defensoria Pública do Estado tem auxiliado a família e pressionado o Ministério de Relações Exteriores a cobrar mais empenho da polícia inglesa na conclusão do inquérito. De acordo com o defensor público Wagner Giron, a Defensoria Pública trabalha em contato com organizações de direitos humanos que atuam na Inglaterra e já indicou ao Itamaraty pessoas que podem colaborar com as investigações.

“Não temos o poder de investigar, já que essa atividade cabe unicamente à polícia da Inglaterra. Entretanto, nosso papel tem sido o de prestar assistência à família. Há uma total omissão e as condições da morte são muito obscuras e precisam ser esclarecidas”, explica Giron.

O defensor afirma que vai dar um prazo de 15 dias para que novas informações sejam enviadas à família. “Caso contrário seremos mais veementes na nossa cobrança”, diz Giron, após lamentar que a Copa do Mundo atrapalha as investigações. “Os feriados deixam o processo mais lento”.

Outro lado
Questionado, o Itamaraty informou por meio de sua assessoria de imprensa que acompanha de perto as investigações da polícia inglesa e que não pode interferir nos procedimentos adotados no inquérito. Segundo o Itamaraty, os documentos são liberados aos poucos.

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