Depois de 16 dias, termina greve de agentes penitenciários do Estado
Depois de 16 dias chegou ao fim hoje a greve dos agentes penitenciários do Estado de São Paulo. A medida foi decidida após o Governo do Estado enviar uma nova proposta de negociação aos grevistas na manhã desta sexta-feira (26).

Depois de 16 dias chegou ao fim, na noite desta quarta-feira (26), a greve dos agentes penitenciários do Estado de São Paulo. A medida foi decidida após o Governo do Estado enviar uma nova proposta de negociação aos grevistas. A aprovação da proposta do governo aconteceu após 20 assembleias realizadas simultaneamente em presídios de todo o Estado. O resultado, 11 a 8, só foi revelado após mais de cinco horas do início das reuniões.

Agentes penitenciários do CDP de São José também voltam nesta quinta-feira (27)
Warley Leite/ Meon
Com o fim da greve, agentes de unidades prisionais de cinco cidades da RMVale – São José dos Campos, Taubaté, Potim, Tremembé e Caraguatatuba – que aderiram à paralisação, passam a trabalhar normalmente a partir desta quinta-feira (27).
Proposta
De acordo com nota enviada à imprensa, a SAP (Sociedade de Administração Penitenciária) informou que acatou plenamente a proposta de negociação do procurador Roberto Rangel Marcondes, do Ministério Público do Trabalho. Há dois dias o MPT é responsável por intermediar a negociação entre SAP e os grevistas.
Pela proposta, o Governo de São Paulo se comprometeu a extinguir um nível salarial da categoria, passando de 8 para 7. O período entre os níveis também será acelerado, dando a oportunidade para que o agente chegue ao nível máximo em 26 anos, número que atualmente é de 32 anos.
A secretaria também se comprometeu a ampliar em 50% as promoções entre as diferentes classes hierárquicas. Outro item refere-se ao pagamento de diárias especiais durante as folgas, medida semelhante à atividade delegada, em vigor na Polícia Militar.
Insatisfação
O Diretor administrativo da regional de Taubaté do Sindicato dos Agentes Penitenciários de São Paulo, Ricardo Alexandre Silva destaca que a proposta não atende todas as reivindicações dos grevistas.
“Na assembleia de Taubaté, por exemplo, a proposta não foi aceita. Acho que faltaram alguns itens que pedimos tanto na questão de salários quanto na diminuição de 8 para 6 classes na carreira. Mas respeitamos a decisão democrática e vamos trabalhar para a campanha salarial de 2015”, afirma.
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