Destaque de seminário, arquiteto italiano avalia: “do ponto de vista urbanístico São José precisa avançar”
Começa nesta quarta-feira (12) o Seminário Internacional de Arquitetura Comphac 30 Anos, em São José dos Campos. Com diversos mestres do meio na atualidade, o encontro pretende traçar o caminho dos cuidados necessários para o patrimônio cultural e histórico da cidade. Destaque de seminário, arquiteto italiano avalia: ‘do ponto de vista urbanístico São José precisa avançar”










Começa nesta quarta-feira (12) o Seminário Internacional de Arquitetura Comphac 30 Anos, em São José dos Campos. Com diversos mestres do meio na atualidade, o encontro pretende traçar o caminho dos cuidados necessários para preservar o patrimônio cultural e histórico da cidade.
Um dos destaques da programação, o arquiteto italiano Daniele Lauria, já está em São José para participar do seminário que segue até o sábado (15). Sua apresentação marcada para sexta-feira (14) vai trazer toda a experiência de seu escritório na Itália e um estudo feito no Parque da Cidade Roberto Burle Marx, para inspirar os arquitetos locais.
“Percebi caminhando pelo Parque da Cidade que ainda tem muito para ser feito e que pode e deve ser melhor utilizado. Primeiro pela beleza que o mestre Burle Marx conferiu ao local, depois porque São José ainda carece de mais vida e opções culturais”, avalia Lauria.
Em seu currículo, Lauria traz a direção por quatro anos (2006-2010) do Festival da Criatividade na Itália, o restauro do mosteiro de Maria Maggiore, em Florença, que foi transformado na Casa da Criatividade, com diversas exposições e atividades relacionadas à arte na Europa. Entre tantos outros projetos, está um que irá ser apresentado nesta semana em São José, que é a urbanização do bairro de São Donato em Florença.
São José
Com escritórios na Itália, no Chile e em São José dos Campos, Lauria vê com olhar crítico a maior cidade da RMVale. “São José dos Campos tem uma qualidade de vida muito boa, mas do ponto de vista da arquitetura e urbanismo ainda tem muito para avançar”, avalia.
Segundo o arquiteto, a cidade tem um equilíbrio entre meio ambiente e construções, tem boa mobilidade se comparado a outros grandes centros urbanos e tem muita potencialidade, que ainda não é usada.
“Gostaria de ver uma arquitetura de mais qualidade, tem prédios entre 15 e 35 andares, com padrões diferentes. As construtoras não estão sob uma política pública que se preocupe com os padrões arquitetônicos. Os prédios podem ser lindos, mas muitas vezes não conversam entre si e com o mundo ao seu redor. Tem que se preocupar mais com o impacto visual que causam no conjunto”, explica.
Lauria diz que em cidade modernas como Santiago, no Chile, quando as empreiteiras vão construir um prédio é preciso atender à normas estéticas. “Isso é também responsabilidade social, tem que explicar a proposta da obra dentro do contexto de onde vai ser construído, tem que medir o impacto no espaço público”, conclui.
Seminário
Essas e outras análises do arquiteto italiano Daniele Lauria fazem parte da programação do Seminário Internacional de Arquitetura Comphac 30 Anos. A palestra de Lauria acontece nesta sexta (14), às 16h10, no Cine Santana (Av. Rui Barbosa, 2005 – Santana).
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