Dilma: contrato de R$ 7,2 bi com Embraer deve gerar 12 mil empregos

A presidente Dilma Rousseff inaugurou o hangar onde será instalada a linha de montagem final do jato de transporte militar KC-390, na unidade de Gavião Peixoto-SP, da Embraer, nesta terça-feira (20). O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, também esteve presente.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Dilma Rousseff inaugura hangar da Embraer nesta terça-feira (20)

Flávio Pereira/Meon

A presidente Dilma Rousseff inaugurou o hangar onde vai ser instalada a linha de montagem final do jato de transporte militar KC-390, na unidade de Gavião Peixoto-SP, da Embraer, nesta terça-feira (20). O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, também esteve presente.

No evento, a Embraer e o Comando da Aeronáutica assinaram o contrato no valor de R$ 7,2 bilhões, para a produção seriada do KC-390, que prevê a aquisição de 28 aeronaves ao longo de um período de dez anos, com a primeira entrega programada para o final de 2016.

“Poucos países do mundo podem se orgulhar de operar aeronaves especificadas, desenvolvidas e fabricadas em seu solo, e mais uma vez a parceria entre a Força Aérea Brasileira e a Embraer está gerando um produto que promete ser um grande sucesso mundial”, comenta o presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider.

Além das aeronaves, o contrato prevê o fornecimento de um pacote logístico, que inclui peças sobressalentes e manutenção. O projeto visa o desenvolvimento e produção de um avião de transporte tático militar e de reabastecimento em vôo. O KC-390 pesa 81 toneladas e realiza outras missões como, lançamento de cargas, busca e resgate e combate a incêndios florestais.

A presidente Dilma, destacou a importância dos funcionários da empresa no projeto e da quantidade de empregos gerados. “Os funcionários da Embraer comprovam mais uma vez a qualidade do Brasil em produzir ciência e tecnologia. Esse projeto deve gerar mais de 12 mil empregos no país”, afirma.

Também estiveram no evento, o ex-ministro e candidato a governador do estado de São Paulo para as eleições deste ano, José Padilha (PT), o Comandante da Aeronáutica Tenente Brigadeiro do Ar Juniti Saito, prefeito de Gavião Peixoto, entre outras autoridades.

O projeto
Em abril de 2009 foi assinado um contrato de R$ 3 bilhões para o desenvolvimento e construção de dois protótipos em um prazo de sete anos. Segundo a FAB, o voo inaugural está previsto para este ano.

O KC-390 é a maior aeronave já projetada no Brasil. Com desempenho e capacidade de carga superiores aos do C-130 Hércules, o KC-390 deve ser capaz de pousar em locais inóspitos, como na Amazônia e na Antártida, e em zonas de conflito, possibilitando o desembarque imediato de tropas e carros de guerra.

Segundo a FAB, uma das premissas fundamentais do projeto é que seja priorizada a indústria nacional na produção do KC-390. Órgãos como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), vão oferecer linhas de financiamento para empresas nacionais que ingressarem no projeto.

A ideia é favorecer empresas locais nos contratos para o fornecimento de itens cuja tecnologia já é produzida no Brasil e a expectativa é que a produção do KC-390 gere 12,6 mil empregos no país.

Exportações
Além das 28 intenções de compra da FAB, o KC-390 atraiu o interesse de outros cinco países, que pretendem adquirir pelo menos 32 areonaves. Os possíveis compradores do novo avião da Embraer são o Chile (6), Colômbia (12), Argentina (6), Portugal (6) e República Tcheca (2). A previsão é de que o KC-390 renda ao Brasil em torno de US$ 20 bilhões (R$ 33,76 bilhões) em exportações.

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