Dobradinha tucana: Nishimoto diz que sai candidato com Eduardo Cury
Confirmado pelo Diretório Municipal do PSDB em São José dos Campos como candidato à reeleição, o deputado estadual, Hélio Nishimoto (PSDB), fará a dobradinha com o ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB), pré-candidato a deputado federal nas eleições de outubro.












Confirmado pelo Diretório Municipal do PSDB como candidato à reeleição em São José dos Campos, o deputado estadual, Hélio Nishimoto (PSDB), vai fazer a dobradinha com o ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB), pré-candidato a deputado federal nas eleições de outubro.
Em seu segundo mandato na Assembleia Legislativa, Nishimoto afirma que a política regional passa por um momento de instabilidade. Uma das críticas fica por conta da nomeação de José Luís Nunes (DEM), que disputou as eleições de 2012 como vice-prefeito na chapa de Alexandre Blanco (PSDB), para a Secretaria de Defesa do Cidadão do governo de Carlinhos Almeida (PT).
“Se lançaram candidaturas concorrentes, com ideias diferentes, dificilmente teriam condições de uma composição no governo”, diz. Em entrevista ao Meon, o deputado afirma que não tem interesse em sair candidato a prefeito em 2016. “Não é minha vontade porque gosto muito do ambiente parlamentar. Mas, mesmo não tendo essa intenção, fico sempre à disposição do partido”.
Como você entrou na política?
Fiz curso técnico de mecânica na Etep, me formei com 18 anos e fui trabalhar na Embraer, na área de projetos. Fiquei lá por cinco anos. Nessa época me despertei para a política. Precisei da prefeitura e não tive um atendimento muito adequado. Tinha muita gente pobre ao redor e fiquei pensando como que essas pessoas devem ter dificuldade para acessar o poder público e aquilo que é direito deles. Quando eu tinha 31 anos, isso em 1994, resolvi entrar na política partidária e me filiei ao PSDB com a intenção de sair vereador. Logo na primeira eleição, em 1996, fui eleito.
Nos 12 anos de Câmara o que fez de mais importante?
O projeto que considero que ficou marcado na cidade foi o das creches, que ficou conhecido como Cecoi (Centro Comunitário de Convivência Infantil). Logo no início percebi a demanda dos pais para colocar as crianças nas escolas para poder trabalhar e pensei nas entidades sociais e religiosas com disposição de atender essa demanda. Não existia essa parceria com o poder público. Na época fiz uma pesquisa e a prefeitura gastava cerca de R$ 500 por mês por criança. O Cecoi passou a atender através dessa parceria uma criança por R$ 150 a R$ 160 mês, ou seja, com esse recurso pudemos triplicar o número de crianças atendidas sem gastar mais nada. Foi algo que marcou e acontece até hoje na cidade.
Como você vê a política regional hoje?
A política regional se transforma de dois em dois anos e, por isso, temos uma situação de certa instabilidade no Vale do Paraíba. O que faço como representante regional é fazer o intercâmbio entre município e Estado, independentemente do partido. Com todos os partidos tenho uma boa relação, seja o PSDB, PT, PSB. Em Roseira, Piquete e Santo Antônio do Pinhal temos o governo do PT e essas cidades pequenas precisam de um representante porque não são lembrados pelo governo em determinados momentos. Então faço esse papel e ajudo com emendas parlamentares e conversas com as secretarias do Estado para que essas cidades recebam as verbas que precisam.
José Luis Nunes (DEM) disputou as eleições de 2012 como vice-prefeito de Alexandre Blanco (PMDB) e foi escolhido por Carlinhos Almeida (PT) para ser secretário de Defesa do Cidadão. Entende como um amadurecimento político?
Não. Acho que o sistema político é muito ingrato. Se lançaram candidaturas concorrentes, com ideias diferentes, dificilmente teriam condições de uma composição no governo. Vejo claramente que é um sistema equivocado que temos na política brasileira, onde o que predomina é o interesse momentâneo do governante e também daqueles que aceitam as parcerias. O que a gente acaba confirmando é que, acima do interesse da política pura ou a que deveria ser a mais nobre, acaba prevalecendo o interesse particular e, no máximo, partidário. A gente percebe que o interesse do governante é fazer uma maioria para ter tranquilidade para governar. Isso não deveria ser o motivo principal de uma parceria política.
Pensa em ser prefeito de São José dos Campos?
Não é minha vontade porque gosto muito do ambiente parlamentar. Mas a gente não pode dizer que um dia não vai participar dessa disputa porque fazemos um papel de militante partidário, sempre temos que preservar isso e ter consciência de que o partido é quem define a direção que temos na vida política. Somos políticos através de partidos e o partido tem autoridade sobre a gente. Mesmo não tendo essa intenção, fico sempre à disposição do partido.
Qual sua opinião sobre o projeto de interligação do rio Paraíba com o sistema Cantareira?
Essa discussão da interligação de duas represas, a do Jaguari e a de Atibainha, é uma forma de você equilibrar os reservatórios. A princípio é isso. O que considero importante dentro dessa discussão são as chamadas normas operativas, onde você define limites. Hoje o reservatório de Jaguari tem por obrigação, isso pela Agência Nacional de Águas, de dar uma vazão de 10 metros cúbicos por segundo para o rio Paraíba e isso tem que ser garantido. Então a regra operativa é que vai garantir a segurança de não faltar água no Paraíba do Sul através de um sistema de interligação. Mas digo sempre que não podemos prejudicar o Paraíba do Sul e temos que fazer de tudo para garantir dentro das regras operativas que não faltará água dentro dessa interligação. Se chegar a uma definição, dentro dessas discussões com todos os órgãos competentes e população, que não é viável, então não faz. Isso tem que ser feito com muita tranquilidade.
Quem o partido escolheu para representar a região como deputados nas eleições de outubro?
No Estado, o partido trabalha com coordenadorias regionais. Na região de São José temos oito cidades: Jacareí, Santa Branca, Igaratá, Monteiro Lobato, Jambeiro, Paraibuna e Caçapava. Por enquanto, vão ser dois candidatos de São José e dois de Jacareí. De São José sou eu para deputado estadual e o Eduardo Cury (PSDB) para federal. Em Jacareí vai ser a Patrícia Juliane (PV) para deputada federal e o Dr. Rodrigo Salomon (PSDB) para estadual. As outras coordenadorias que são Caraguatatuba, Taubaté, Guaratinguetá e Cruzeiro definirão também seus candidatos.
É possível separar a vida pública da pessoal?
É muito difícil quando a gente entra na vida política. Pelo menos é assim que eu entendo. A minha esposa tem desde o meu primeiro mandato, em 1997, um poder que eu passei a ela. Disse: o dia que a política prejudicar a nossa vida conjugal e familiar você me diga porque a primeira coisa que vou fazer é renunciar ao meu cargo. Família está acima do meu trabalho, apesar do meu trabalho ser muito importante.
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