Donas de buffet vão responder processo criminal por estelionato
Advogado de 20 casais vai pedir prisão preventiva de mãe e filha


Empresa é acusada de dar calote em festas de casamento
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As responsáveis pela empresa CDutra’s Buffet, de São José dos Campos, são alvos de inquérito da Polícia Civil após serem denunciadas e acusadas de darem ‘calote’ em contratos de festas de casamento assinados com pelo menos 70 casais das cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba.
A empresária C.D.S. e a filha G.D.S, que também era uma das responsáveis por fechar contratos com clientes, foram ouvidas na tarde desta quinta-feira (3) pelo delegado-titular do 3º DP (Distrito Policial), Antônio Sérgio Pereira, responsável pelas investigações.
Os depoimentos foram registrados depois que as representantes do CDutra’s Buffet terem sido notificadas por meio de intimações entregues na última terça-feira (1). Elas vão responder o processo criminal por estelionato após a conclusão do inquérito, segundo Pereira.
“As duas foram ouvidas e indiciadas pela prática do delito estelionato em relação ao não cumprimento dos contratos firmados. Em depoimento, elas alegaram que perderam o controle financeiro da empresa”, disse.
O Meon não teve acesso aos depoimentos das representantes da empresa.

Casais querem indenização
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Indenização
O advogado especializado em direito do consumidor Cristiano Pinto Ferreira, de São José, que representa pelo menos 20 casais, deve apresentar o pedido de prisão preventiva na próxima segunda (7) à Justiça.
“Estou reunindo todos os boletins de ocorrência mais os depoimentos das proprietárias do buffet para protocolar em seguida o pedido de preventiva por estelionato, formação de quadrilha e crime contra o consumidor. Existem depósitos dos contratantes em diversas contas de parentes das proprietárias. As famílias querem receber de volta o dinheiro que pagaram e uma indenização pelos danos morais”, disse.
A estudante de pedagogia Caroline Soares Mamedes, de 20 anos, vai subir ao altar no próximo dia 19, ao lado do noivo Wilson Henrique Junior, de 24 anos, de São José. O prejuízo do casal foi de R$ 5.000 pagos à vista em setembro deste ano. O contrato visava além da decoração, o serviço de coquetel e o bolo na recepção dos noivos.
“Estou grávida e quando recebi a notícia no domingo passei mal. Fui parar no hospital e ao longo da semana corremos para contratar outra empresa. Não tenho palavras para descrever o que estamos sentindo. Queremos justiça o mais rápido possível e o dinheiro de volta”, disse Caroline ao Meon.
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