Produtores de mexilhão de Caraguá querem indenização da Petrobras
Doze produtores de mexilhão de Caraguatatuba querem indenização da Petrobras após o vazamento de óleo ocorrido em 2013. Naquele ano, a Transpetro –subsidiária da estatal que opera no Litoral Norte- foi responsável por um vazamento de 3.500 litros de petróleo em onze praias da região.

Doze produtores de mexilhão de Caraguatatuba querem indenização da Petrobras devido a um vazamento de óleo ocorrido em 2013. Naquele ano, a Transpetro – subsidiária da estatal que opera no Litoral Norte – foi responsável por um vazamento de 3.500 litros de petróleo em onze praias da região.
Desde o vazamento em 2013, fazendas não produzem mais o marisco por causa da poluição
Sem conseguir recuperar as perdas financeiras e nem a produtividade das fazendas de mexilhão, situadas na praia da Cocanha, os maricultores pedem uma indenização de R$ 5 milhões da Transpetro. Após o vazamento, a empresa já teve de pagar R$ 10 milhões em multas pelos danos ambientais por causa de uma autuação da Cetesb.
Se na época do vazamento os produtores chegavam a tirar do mar uma média de 150 toneladas do molusco por ano, a alegação dos maricultores é de que, desde o vazamento, não há mais condições de extrair qualquer produto das fazendas.
As ações pedem que a Transpetro comece a pagar um salário mensal aos produtores para ressarcir o prejuízo. Alguns donos de fazenda já passam por dificuldades financeiras.
A fazenda de mexilhões da Cocanha é a maior do Estado de São Paulo. A maricultura é feita usando redes lançadas ao mar e que permanecem submersas e presas às bóias. São necessários aproximadamente oito meses para que os mariscos estejam prontos para o consumo.
A Transpetro diz desconhecer as ações judiciais e afirma que mantém o diálogo com as comunidades de pescadores.
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