Eduardo Cury defende saída do PSDB da base do governo de Michel Temer

Mesmo assim, deputado defende principais bandeiras do PMDB

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Partido está rachado após escândalos envolvendo Temer e Aécio

Arquivo/Meon

Depois do ‘Dia do Fico’, que garantiu o PSDB nacional como principal partido aliado do Governo de Michel Temer (PMDB) na última segunda-feira (12), uma ala do partido defende a ruptura com o governo.

Chamados de ‘Cabeças Pretas’ o grupo conta com o apoio do deputado federal Eduardo Cury (PSDB). O tucano defende que é hora de colocar o relacionamento entre os dois partidos no divã e ainda prevê “turbulências pela frente”.

Em entrevista ao Meon, Cury afirmou que embora defenda a saída do partido da base aliada do governo Temer, continua apoiando os principais projetos do PMDB no governo. Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

Por que o senhor é a favor da saída do PSDB do governo Temer?

Desde o aparecimento das denúncias nas delações de Joesley Batista, da JBS, acho que o melhor para o país é que o PSDB saia sem que haja um prejuízo para a votação das reformas que o Brasil precisa e que estão em curso. Do jeito que o partido se colocou, dá impressão de uma negociata de cargos nos ministérios. Prevejo muita turbulência à frente.

E como o senhor avalia as denúncias contra o presidente afastado do PSDB, Aécio Neves?

Entendo que o PSDB esteja em débito com o país. Essas denúncias, tanto do Aécio quanto do Michel Temer,  envergonharam a todos. Desde as primeiras horas, defendi o afastamento dele [Aécio] o que se deu de forma rápida no partido. As novas eleições no PSDB devem acontecer muito em breve.

O senhor acredita que as acusações são suficientes para derrubar o governo Temer?

Não acredito em impeachment e sim no afastamento.  Tudo leva a crer que o procurador geral da república (Rodrigo Janot) vai pedir a abertura de um pedido de investigação. Nesse caso, o afastamento se dá de uma forma mais rápida. Porque apenas a Câmara participa.

Mas o PSDB não comemorou o que chamou de ‘aliança pelo Brasil’, com o PMDB, logo após o impeachment de Dilma Rousseff (PT)?

Nós não votamos no Temer. Não podemos manter essa relação incondicional com o PMDB.

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