Empresa de S. José desenvolve máquina que reduz volume do lixo

Qual a destinação correta para o lixo das residências, hospitais e indústrias? Esta é a incógnita para ambientalistas e pesquisadores descobrirem como eliminar a produção de lixo nos aterros sanitários, nos últimos anos.

Escrito por: Moisés Rosa3 min de leitura
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Volume do lixo é reduzido em 200 vezes

Divulgação/Solum

Qual o destino correto para o lixo das residências, hospitais e indústrias? Esta é a incógnita para ambientalistas e pesquisadores descobrirem como eliminar a produção de detritos nos aterros sanitários, nos últimos anos.

Em São José dos Campos, dois engenheiros elaboraram a Vorax, máquina destinada para o tratamento de resíduos sólidos, que será capaz de diminuir em 200 vezes o volume do lixo.

Há dois anos, os pesquisadores Luis Namura Poblacion e Alberto Pereira Filho pesquisavam sobre tecnologias para resolver esse problema. Com a ideia, constituíram a Solum Ambiental de São José dos Campos, sendo a primeira empresa a receber a Patente Verde do Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), pelo equipamento Vorax. A certificação dá para a empresa a garantia de fabricar a máquina pelos próximos 25 anos, sendo reconhecida internacionalmente no mercado.

A empresa joseense pretende produzir até o final de 2014, uma máquina a cada três dias, sendo possível tratar duas, quatro ou dez toneladas de lixo por dia. “O projeto é inovador, pois desintegra o lixo, sem riscos de contaminação para o Meio Ambiente. São 100 kg em uma hora para serem desintegrados, o resultado final é uma pedra de cerâmica, parecida com a brita. A pedra pode até ser vendida por 30 dólares a tonelada”, afirma um dos responsáveis pelo projeto, o engenheiro Alberto Pereira Filho.

A máquina funciona com um reator para aquecimento, que gera temperaturas elevadas, o que faz o resíduo ser desintegrado, reduzindo assim a massa do detrito orgânico. Esse processo passa por algumas fases, como a desintegração da matéria seguida de liquefação e após resfriada, uma nova composição sólida. A geração de energia é aproveitada do gás exalado pela matéria.

As máquinas serão alugadas para os interessados em dar o destino correto dos resíduos de casas, hospitais, indústrias e navios. A empresa já conta com uma listagem reserva de pedidos de outros países, como: China, Coréia do Sul, Itália, Estados Unidos e Portugal.

Lixões
Os aterros sanitários são depósitos para os resíduos sólidos, com vida útil de 20 anos. Em média, um aterro de grande porte custa R$ 525,8 milhões aos cofres públicos e tem produção diária de 2 mil toneladas de lixo. Já os de médio porte custam R$ 236,5 milhões e produzem 800 toneladas por dia. Para os de menor porte os valores chegam a R$ 52,4 milhões e comportam cerca 100 toneladas.

Estudos mostram que uma pessoa produz 1,7 Kg de lixo por dia. Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), solicitada pela Abetre (Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos).

De acordo com o engenheiro Alberto Pereira Filho, a empresa deve atender prefeituras, para a substituição dos aterros sanitários. “Em breve, produziremos máquinas para as administrações tratarem resíduos da cidade. Será um grande avanço, principalmente por se tratar de uma máquina pequena e rápida”, conclui.

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