Equipe do governo Ortiz prevê arrecadar menos do que o esperado para este ano

Prefeitura justifica o resultado com baixa arrecadação de tributos e situação econômica do país

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Oposição na Câmara acredita que há uma superestimativa da receita e por isso o baixo orçamento

Arquivo/Meon

A equipe do governo Ortiz Junior (PSDB) prevê arrecadar menos do que o esperado para este ano. Nos oito primeiros meses de 2018, a administração arrecadou apenas 55,61% de R$ 1,2 bilhão – um pouco mais da metade do valor. Na quinta-feira (27) a gestão apresentou na Câmara Municipal o balanço orçamentário dos dois quadrimestres e a expectativa para 2019.

Embora o prefeito tenha elabora um plano de redução de gastos, com a suspensão de horas extras, licenças e férias de servidores, a gestão justifica ainda que a baixa arrecadação de tributos (IPTU, ISS e ICMS) e os efeitos da atual crise econômica do país tiveram efeito negativo sobre a situação orçamentária do município.

Apesar disso, a Prefeitura obteve equilíbrio fiscal em relação às despesas, que ficaram em 49% do previsto para o ano. No segundo quadrimestre foram gastos 33% do orçamento, o que representa R$ 20,9 milhões.

Para 2019, o governo tucano estima orçamento de R$ 1.195.300,00. O valor é menor do que o previsto para este ano. A secretária de finanças, Odila Sanches, afirma que a nova gestão federal será a causa da baixa. “Ano que vem vai ser um pouco pior que esse ano, pois será um ano com uma nova gestão federal”, argumentou.

Para a vereadora Loreny (PPS), as justificativas apresentadas pela equipe de Ortiz mostram como o Prefeito não tem conseguido fazer uma boa gestão. “Desde 2012 percebemos que houve uma diminuição no percentual de aumento do orçamento, diminuindo o quanto ele crescia e sua tendência de alta. No entanto, não houve queda na arrecadação a ponto do orçamento de um ano ficar menor do que o do ano anterior”, explica.

A vereadora acredita ainda que existe um ‘apoio’ tendencioso nesses argumentos. “O que acontece é a superestimativa da receita, quando você espera receber um valor mais alto do que realmente vai obter. Isso vem acontecendo desde o primeiro ano de mandato do prefeito e é uma tendência, independente de crise,  porque há uma estimação errada e depois você pode justificar que não recebeu o suficiente para apoioar isso como desculpa para não executar, com qualidade, algumas políticas públicas e serviços para a população”, conclui.

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