“Estado de SP não colocou os 25% no Samu”, diz secretário de São José

Segundo secretário, todos os outros estados colocam 25% no Samu

Escrito por: Rodrigo Ribeiro2 min de leitura
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Segundo secretário, todos os outros estados colocam 25% no Samu

Flavio Pereira/Meon

O secretário de Saúde de São José dos Campos, Paulo Roitberg, afirmou que o Governo do Estado de São Paulo é o único do país que não colocou 25% no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), de São José.

“O Samu em todos os estados do país é bancado por 25% do Governo do Estado, 25% do Governo Federal e 50% do município. São Paulo é o único estado que não colocou 25% na rede de urgência e emergência do Samu”, afirma Roitberg.

Segundo o secretário, esse é um dos pontos que a pasta joseense vai levar para a próxima reunião com o Estado. “Vamos levar isso também. Isso não é uma briga só de São José, na reunião do Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde), o assunto ficou várias vezes em pauta”, diz Roitberg.

O Samu de São José dos Campos entrou em operação em setembro deste ano e no mês anterior, durante a inauguração da Central de Regulação do serviço, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, informou que sua pasta investiu R$ 3 milhões para a compra de 20 ambulâncias que vão compor o serviço e que além desta verba, o Governo Federal vai repassar R$ 428 mil por mês para São José, com a possibilidade de aumento no repasse conforme as outras cidades forem implantando o serviço.

A central de São José também vai atender as cidades de Jacareí, Caçapava, Igaratá, Jambeiro, Monteiro Lobato, Paraibuna e Santa branca, atingindo mais de 1 milhão de pessoas da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba).

Outro lado
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que o governo do Estado participa sim do financiamento do resgate pré-hospitalar, complementarmente ao Samu, por meio do seu Grau (Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências), parceria da Secretaria de Estado da Saúde com o Corpo de Bombeiros, oferecendo resgate médico terrestre e aéreo para a população. “Isso representa um investimento de R$ 40 milhões por ano, valor superior, portanto, aos 25% de custeio estadual previsto para o Samu”, diz um trecho.

“Além disso a secretaria garante a retaguarda para atendimento dos pacientes levados pelas ambulâncias do Samu e Resgate nos hospitais gerais pertencentes ao governo do Estado, a maioria dos quais é custeada integralmente pelo tesouro estadual”, finaliza nota.

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