Estado inicia obras de interligação entre Jaguari e Atibainha
Previsão é que obra de R$ 555 milhões termine em abril de 2017


Alckmin deu início às obras nesta terça-feira (16)
Foto: A2img/Ciete Silvério
Com pouco mais de sete meses de atraso, foram iniciadas nesta terça-feira (16) as obras de interligação entre as represas Jaguari -bacia do Paraíba do Sul- e Atibainha -Sistema Cantareira. A previsão inicial era de que a obra fosse iniciada em maio de 2015.
De acordo com a Sabesp, o empreendimento permitirá a transferência de uma vazão média de 5,13 m³/s (metros cúbicos por segundo) – máxima de 8,5 m³/s – de água da Jaguari para a Atibainha. O objetivo é garantir maior segurança hídrica para o abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo.
Com término previsto para abril de 2017 e custo de R$ 555 milhões, as obras serão realizadas por consórcio constituído pelas empresas Serveng/Civilsan, Engeform e PB Construções Ltda. De acordo com a Sabesp, mais de 9,5 milhões de pessoas serão beneficiadas diretamente na Grande São Paulo – 12 milhões incluindo a região de Campinas – PCJ (Bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) e cerca de 5.300 empregos diretos e indiretos serão gerados.
Futuramente, a transferência de água poderá funcionar também no sentido inverso – da represa Atibainha para a Jaguari-, “otimizando a capacidade de reserva dos dois reservatórios, uma ajuda mútua entre importantes sistemas de abastecimento de água, que beneficiará também a população do Vale do Paraíba”, informa a empresa. A previsão para conclusão desta segunda fase é até outubro de 2018.
O transporte da água captada entre as represas será realizado por adutora de 13,4 km de extensão e um túnel de cerca de 6,2 km. O sistema será composto, ainda, por estação elevatória e subestação elétrica. A obra tem financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
“Nós estamos iniciando uma obra histórica, uma obra estratégica e um grande exemplo de cooperação federativa, porque o rio Paraíba do Sul é um rio federal, envolve três estados. Então, nós fizemos um acordo e a obra foi autorizada, uma das grandes obras de saneamento do país,” explicou o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).
Em nota, a Sabesp informou que a obra está prevista no Plano Diretor de Aproveitamento de Recursos Hídricos para a Macrometrópole Paulista, que lista as ações necessárias para evitar a escassez de água nas próximas décadas. O projeto é tratado como estratégico e prioritário para “aumentar os níveis de segurança do Sistema Cantareira e diminuir os efeitos da pior seca já registrada”, diz um trecho.

Mapa mostra interligação entre as represas
Divulgação/Sabesp
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