Estudantes conquistam 97 medalhas em Olimpíada e Mostra
Os temas tratados eram astronomia, astronáutica e construção de foguetes

Cerca de 70 estudantes de São José dos Campos se destacaram na 19ª OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) e na 10ª MOBFOG (Mostra Brasileira de Foguetes).
A edição 2016 rendeu aos estudantes um total de 97 medalhas – 33 para Ensino Médio e 64 para o Ensino Fundamental. Esse resultado garantiu ainda as classificações de dois alunos para a Jornada Espacial e de três estudantes para a Jornada de Foguetes, competições direcionadas aos participantes com alto desempenho na OBA e MOBFOG.

Pedro foi classificado para a Jornada Espacial
Pedro Rodrigues Corrêa
Pedro Rodrigues Corrêa, estudante do 2º ano do Ensino Médio, foi um dos alunos classificados para a Jornada Espacial. Pedro participa de Olimpíadas desde a 6ª série, mas apenas por hobby. Nesta edição foi diferente. “Estudei desde o começo do ano letivo, pois queria muito me sair bem na olimpíada, porque astronomia e astronáutica são algumas das minhas áreas favoritas da ciência. Mesmo assim, um resultado tão bom como uma vaga para a Jornada Espacial e uma medalha de ouro nunca passou por minha cabeça”.
O estudante ressalta ainda que a melhor parte em participar de uma olímpiada científica é poder fazer provas sobre assuntos diferentes do normal, os quais o aluno tem mais afinidade. ” A gente acaba saindo da rotina da grade escolar, despertando ainda mais um interesse pela ciência, pois o estudante vê que tudo não se resume naquilo que se é ensinado em sala de aula”, diz. Ele conta que se preparou usando provas passadas e vídeos com resoluções de questões.

Ana Clara e Rafaela conquistaram o ouro pela segunda vez na MOBFOG
Daniel Augusto Lopes Secches
Já nas competições do Ensino Fundamental, Rafaela Lopes Pereira e Ana Clara Cesar Secches, de 12 anos, ganharam medalha de ouro na 10ª Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG). As meninas já haviam obtido o mesmo resultado na mostra do ano passado, mas garantem que melhoram o desempenho do seu foguete na edição de 2016. Os foguetes são construídos com garrafa pet, bexiga com água e caixa de leite. “Foi legal ter aquela sensação de que o foguete estava bom e poderíamos ganhar”, diz Rafaela. As duas pretendem continuar participando das competições.
Além desses estudantes, ainda foram selecionados 23 alunos para as pré-seletivas internacionais, que formarão as equipes do Brasil para a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA) e a Olimpíada Latino Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA).
As competições são realizadas anualmente em parceria com a Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e a Agência Espacial Brasileira (AEB) e tem como objetivo despertar o interesse dos alunos do Ensino Fundamental ao Médio por Astronomia, Astronáutica e Ciências.
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