Ex-músico do Polegar pede ajuda para pagar aluguel em Taubaté

Ex-baterista da banda Polegar, coqueluche entre adolescentes nos anos 80 e 90, o chef de cozinha Ricardo Costa corre o risco de ser despejado da casa onde mora de aluguel em Taubaté. Para evitar ficar desalojado, a ex-celebridade lançou, nesta segunda-feira (21), uma campanha para arrecadação de verbas em sua página no Facebook.

Escrito por: João Pedro Teles4 min de leitura
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Ex-baterista da banda Polegar, coqueluche pop nos anos 80 e 90, o agora chef de cozinha, Ricardo Costa, corre o risco de ser despejado da casa onde mora de aluguel em Taubaté. Para evitar ficar desalojado, Costa lançou, nesta segunda-feira (21), uma campanha para arrecadar verbas em sua página no Facebook.

Em tom de súplica, o texto pede a amigos e fãs uma contribuição em qualquer valor para que possa atingir R$ 1.700, valor suficiente para conseguir mais um mês de moradia, até sexta-feira (25). O ex-popstar veio há três meses para Taubaté tentar recomeçar a vida com a namorada, Carina Pimenta, após o fechamento do restaurante que mantinha em Mogi das Cruzes. Mas com a separação e problemas financeiros, a situação ficou fora de controle.

Ricardo Polegar

O ex-Polegar espera arrecadar R$ 1.700 até sexta (25) para não ser despejado

Warley Leite/Meon

O ex-Polegar recebeu a equipe do Meon na residência em que vive, uma casa espaçosa, com três quartos, no bairro Parque Santo Antônio. Um carro Santa Fé e uma moto Suzuki na garagem compõem, junto com a piscina, uma fachada que em nada remete a uma pessoa desesperada para pagar suas contas.

“Não se confundam. As aparências enganam”, ele se adianta em explicar antes mesmo de qualquer menção aos bens.

Na sala, vazia pela ausência dos móveis que a ex-namorada levou, três dos oito discos comemorativos que a banda recebera pela venda de discos estão enquadrados na parede. “São cinco de ouro e três de platina”, ressalta.

Pai de três filhos, duas meninas de 17 e 23 anos e um menino com cinco, Costa revela que o aluguel é apenas uma pequena parte do grande problema financeiro que encara.

“Tenho quatro parcelas atrasadas do meu carro e da minha moto, estou sem trabalho, preciso pagar pensão para meus filhos e ainda conto com uma dívida que ultrapassa os R$ 50.000 no banco. Até por isso, o dinheiro que estou pedindo deve ser depositado na conta de uma amiga, pois todo o dinheiro que cai na minha vai direto para as dívidas”, comenta.

Relacionamentos tortuosos e negócios mal sucedidos foram aos poucos construindo uma espiral de decadência financeira após o fim do Polegar, em 1997. O problema começou quando Costa se separou da mãe de sua primeira filha, em 2001, após um relacionamento de nove anos.

“Morava em Presidente Prudente com ela, eu tinha acabado de me formar em direito. Depois que terminamos, fui morar em um flat de sua família. Mas depois que saí de lá, cheguei a passar dois dias dormindo no meu carro. Foi aí que começaram as dívidas com cartão de crédito, principalmente”, lembra.

Em 2010, após mais um relacionamento frustrado -e que lhe rendeu outro filho-, o ex-Polegar pediu ajuda a seu antigo patrono, Gugu Liberato. À época o apresentador estava de mudança do SBT para a Record e recusou a primeira proposta.

“Um ano depois, quando as coisas ficaram insuportáveis, eu fui até a Record falar mais uma vez com ele. Foi aí que recebi uma quantia de R$ 100.000 para ajudar a me reerguer. Com o dinheiro, consegui quitar as dívidas e investir em uma balada em Mogi das Cruzes. Comprei esse carro (aponta para o Santa Fé na garagem)”, conta.

Entretanto, após três meses sem receber, a situação piorou e, mais uma vez, sem dinheiro, Costa voltou a bater à porta de Gugu. Desta vez, a proposta era de ajudar para abrir um restaurante.

“De novo contei com a ajuda dele. Construí o prédio mas não consegui me manter por muito tempo. Foi quanto resolvi vir para Taubaté, que é a cidade natal de minha ex-namorada, para tentar recomeçar a vida”, diz.

Colaboração
Enquanto conversava com a equipe do Meon, o músico lidava com a enorme repercussão que seu desabafo na internet havia causado. Após recusar uma entrevista ao produtor do programa da apresentadora Sônia Abrão, ele mostra sua página no Facebook.

Mais de 400 pedidos de amizade em menos de 24 horas e aproximadamente 50 caixas de bate-papo abertas fizeram com que Costa relembrasse com nostalgia da popularidade de outras décadas.

Porém, entre todas elas, nenhuma dos antigos companheiros de banda. “Pra ser bem sincero com você, acho que eles estão é rindo da situação. Ficou muita mágoa entre o grupo. Foi a mesma coisa quando o Rafael se internou, fizemos uma visita, mas depois ninguém quis saber”.

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