Costureira representa ex-moradores do Pinheirinho e conhece com Dilma

Uma família se destaca na multidão que acompanha o ato de assinatura da ordem de serviço para construção do bairro Pinheirinho dos Palmares realizado com a presença da presidente Dilma Rousseff nesta terça-feira (25) em São José dos Campos.

Escrito por: Elaine Rodrigues2 min de leitura
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Sineide e Nóbrega com seus filhos e neta após encontro com Dilma Rousseff

Warley Leite/Meon

Uma família se destacou na multidão que acompanhou o ato de assinatura da ordem de serviço para construção do bairro Pinheirinho dos Palmares, realizado com a presença da presidente Dilma Rousseff, nesta terça-feira (25), em São José dos Campos.

A costureira Sineide Souza de Jesus, 46 anos e o marido Geraldo Gabriel da Nóbrega, 55 anos, apareciam a todo momento em um telão montado no local do evento -ao lado da neta e de cinco dos sete filhos.

Foram escolhidos pelo movimento de ex-moradores do Pinheirinho para representar as famílias durante a cerimônia e fizeram parte do discurso de todas as autoridades presentes. Dilma também dedicou parte da fala e do tempo para esta família (ver vídeo abaixo).

“Estou muito feliz, nunca imaginei que um dia iria conhecer de perto a presidente, achava algo impossível. Foi maravilhoso”, conta Sineide após conversar pessoalmente com Dilma.

Durante o encontro pessoal que aconteceu após a cerimônia, a costureira aproveitou para entregar uma carta escrita à mão para a presidente. “Pedi uma máquina de costura que perdi no dia que fomos expulsos do Pinheirinho. Os tratores passaram por cima de móveis, eletrodomésticos e da minha máquina, de onde tirava meu sustento e ela (Dilma) disse que vai ver como pode me ajudar”.

Mesmo em meio a euforia do encontro com a chefe de Estado brasileiro, a lembrança da noite da desocupação, em janeiro de 2012, muda a expressão do rosto de Sineide. “As pessoas têm que entender que o Pinheirinho não era lugar de gente vagabunda. A gente trabalhou muito, erguemos nossa casa com suor, economizando cada real. Agora teremos o que é nosso por direito”.

A família, que representou mais de seis mil pessoas que viviam no Pinheirinho, passou seis anos na ocupação e atualmente mora com auxílio do aluguel social, no valor de R$ 500, no distrito de Eugênio de Melo, em São José dos Campos.

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